A temporada 2025 já vai começar com duas diferenças nas chefias da equipe em relação ao fim de 2024. A verdade é que a F1 tem apresentando um carrossel de mudanças nos cargos de chefe. Qual a última troca em cada equipe?
Se tem uma coisa que não tem parado na Fórmula 1 dos últimos anos é o carrossel das trocas de chefes de equipe. Dos dez chefes que vão começar a temporada 2025 à frente das equipes, somente dois terminaram o campeonato de 2022 na mesma posição. Sim, oito das dez equipes do atual grid mudaram a chefia em algum momento dos últimos três anos.
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As mudanças acontecem pelos mais diversos motivos: resultados ruins nas pistas, insatisfação fruto de imediatismo dos donos, necessidade por conta de decisões de chefes antigos pelas próprias saídas e vendas da equipe. Mas quase todo mundo mudou. O GRANDE PREMIUM aproveita para destacar a última mudança da chefia em todas as equipes do grid de 2025.
Confira a lista dos velhos e novos chefes:

Sauber, 2025: Sai Alessandro Alunni Bravi – Entra Jonathan Wheatley (Mattia Binotto será interino por alguns meses)
O período de reestruturação da Sauber, agora totalmente controlada pela Audi mas que só morfa de fato numa equipe de fábrica em 2026, continua. Jonathan Wheatley fora contratado ainda no ano passado para chefiar o time na nova fase, mas o contrato com a Red Bull, onde era diretor-esportivo, criava impressão de que só chegaria de fato em 2026. Alessandro Alunni Bravi foi permanecendo, mas com consciência de que teria vida curta. Eis que, para 2025, a Sauber negociou um adiantamento na liberação de Wheatley, que tende a chegar ainda no começo do próximo abril, e dispensou Alunni Bravi. Entre janeiro e abril, o chefão do projeto, Mattia Binotto, será chefe interino.

Aston Martin, 2025: Sai Mike Krack – Entra Andy Cowell
Nada na Aston Martin parece perdurar sob o comando claudicante de Lawrence Stroll. Após três anos, resolveu demitir Mike Krack do cargo de chefe de equipe. A decisão vem após o decepcionante 2024 que seguiu o surpreendente 2023 na F1. Krack, que chegou com toda pompa vindo da BMW para substituir Otmar Szafnauer, foi chutado como se nada. Para o lugar dele, Andy Cowell, ex-Mercedes, que havia sido contratado no fim do ano como CEO, unifica os papéis. Agora, no organograma da Aston Martin, Cowell assume tanto o lugar que era de Martin Whitmarsh, ex-CEO, quanto o de Krack.

Alpine, 2024: Sai Bruno Famin – Entra Oliver Oakes
Se a Aston Martin á uma incógnita, a Alpine é o mais instável time na categoria. Szafnauer, que saiu da Aston Martin e foi parar na Alpine, durou um ano e meio antes de ser chutado também. Restou ao vice-presidente Bruno Famin assumir a chefia da equipe por cerca de 1 ano, mas o período dele à frente também chegou ao fim com a contratação de Flavio Briatore como consultor-executivo CEO de fato da companhia. O ex-banido veterano resolveu contratar o jovem Oliver Oakes, antes chefe na F2, para ser chefe da equipe no lugar de Famin.

Haas, 2024: Sai Gunther Steiner – Entra Ayao Komatsu
É verdade que a Haas é meio que ‘A Casa Que Steiner Construiu’ na F1. Foi com ele como homem de confiança de Gene Haas que a equipe foi inteiramente estruturada. E, verdade seja dita, prosperou, tanto que vai para a décima temporada no grid. Mas estava claro que o time de origem estadunidense batera num teto e precisava de mudanças. Assim, trocou Steiner por Ayao Komatsu, que já trabalhava na equipe há tempos no time de engenharia.

Racing Bulls, 2024: Sai Franz Tost – Entra Laurent Mekies
Desde que o Grupo Red Bull adquiriu a Minardi para montar uma equipe B na F1, em 2006, Franz Tost fora o chefe. Com ele, a equipe viveu o júbilo das vitórias de Sebastian Vettel e Pierre Gasly ou longo do tempo, bem como resultados amargos no caminho. Tost resolveu se aposentar ao fim de 2023 e escolheu o próprio substituto: Laurent Mekies, que já havia passado pelo time e pela FIA, mas estava como braço-direito de Frédéric Vasseur na Ferrari.

Williams, 2023: Sai Jost Capito – Entra James Vowles
A Dorilton Capital, grupo de investimento que comprou a Williams há alguns anos, viu em Jost Capito o homem que levaria o time a uma revolução. O ex-Volkswagen até tentou, mas não conseguiu levar o time tão longe assim. Por isso, para 2023, deixou o comando. James Vowles, então braço-direito e Toto Wolff na Mercedes, chegou e recebeu carta branca para mexer no que quisesse. Deste então, é o que tem feito e pretende continuar nos próximos anos. Com ele, a Williams dá sinal de vida e ao menos ataca os atrasos que a colocaram para trás ao longo das últimas décadas – sobretudo em relação à infraestrutura.

McLaren, 2023: Sai Andreas Seidl – Entra Andrea Stella
Como CEO da companhia, Zak Brown escolheu Andreas Seidl para tocar a equipe no dia a dia. E tudo parecia correr bem até que o alemão foi recrutado para a Audi para tocar a transição da Sauber até 2026. A vida de Seidl por lá foi curta, rendeu briga e demissão, mas o substituto dele, Andrea Stella, não tem do que reclamar. Com Stella, equipe deu últimos passos rumo ao retorno às glórias e conquistou o primeiro Mundial de Construtores desde a virada do século.

Ferrari, 2023: Sai Mattia Binotto – Entra Frédéric Vasseur
Se agora Mattia Binotto é o nome que carrega a Audi em frente como um verdadeiro comandante do valioso projeto da F1, até o fim de 2022 o posto que ocupava era um dos mais conturbados da F1: chefe de equipe da Ferrari. Por lá, ficou uma vida inteira, galgando os mais diferentes postos até virar chefe de equipe para 2019. Com a decisão da companhia pela demissão e troca, quem chegou foi Fred Vasseur, que passara os anos anteriores fazendo a Sauber sobreviver antes mesmo da venda para a Audi. Desde então, o francês comanda um processo de remodelagem interna que rendeu o vice de Construtores em 2024. A equipe italiana não terminava na frente de Red Bull e Mercedes juntas na F1 desde 2008.

Mercedes, 2014: Sai Ross Brawn – Entra Toto Wolff
O grande momento de virada da Mercedes foi na preparação na era híbrida. Ross Brawn foi o encarregado da chefia desde que vendeu a sua Brawn GP, campeã de uma viagem só, para a montadora alemã, em 2010. Mas a reorganização da AMG, responsável por tocar a parte esportiva da Mercedes, fez tudo ser diferente. Toto Wolff ascendeu como novo comandante e tinha, então, o presidente não-executivo Niki Lauda e o diretor-técnico Paddy Lowe ao lado. Brawn resolveu deixar a F1 rumo à primeira de suas duas aposentadorias.

Red Bull, nunca
Quando a marca de bebidas energéticas Red Bull comprou a Jaguar e assumiu a identidade atual, no final de 2004, escolheu o então jovem Christian Horner para chefiar o time a partir do nascimento, na temporada 2005. Horner tinha apenas 31 anos, mas fazia carreira nas categorias-satélite ao fundar a Arden. Horner foi colocado ao lado de Helmut Marko, homem de confiança da Red Bull e que já tocava o programa de desenvolvimento de pilotos. Juntos, receberam Adrian Newey, o já ultravencedor projetista. Feito. Com esse trio encabeçando o projeto, a Red Bull seguiu em frente por 20 anos. Newey saiu em 2024, mas Horner e Marko seguem forte.
E se contabilizarmos a vida prévia da equipe, a última mudança na chefia foi na era Jaguar, em 2003. Para aquele campeonato, 22 anos atrás, a Jaguar e a então parceira Ford, que em 2026 retorna à fábrica de Milton Keynes ao lado da Red Bull, promoveu severas mudanças. Sobrou para Niki Lauda e Guenther Steiner. Sim! Lauda era CEO e Steiner, o chefe. A equipe ficou oficialmente sem chefe, mas com o trio formado por Tony Purnell, responsável para divisão de desempenho, David Pitchfort, como diretor de gestão e John Hogan, o diretor-comercial.
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