Ferrari espera ajuda de Hamilton para “fazer trabalho melhor” na SF-25
Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur destacou "a experiência e o histórico" de Lewis Hamilton para ajudar a equipe de Maranello a desenvolver o carro e desbancar as rivais na temporada 2025 da Fórmula 1
Embora Lewis Hamilton tenha acumulado pouco tempo de pista com a Ferrari ao longo das últimas semanas, Frédéric Vasseur voltou a destacar a importância que o heptacampeão terá no desenvolvimento do carro para a temporada 2025 da Fórmula 1. De acordo com o dirigente, cada pequeno detalhe importa na briga contra as rivais, por isso “a experiência e o histórico” do britânico serão primordiais nesse processo.
Depois de começar 2024 como a segunda força do grid, o time de Maranello até conseguiu superar a Red Bull em determinado momento, mas os altos e baixos ao longo do certame fizeram com que a escuderia tivesse de se contentar com o vice-campeonato no Mundial de Construtores, apenas 14 pontos atrás da McLaren. Para este ano, claro, o objetivo é ajustar os mínimos detalhes para desbancar a concorrência e voltar a erguer um troféu na categoria depois de 18 anos.
Para que esse sonho se torne realidade, Vasseur sabe que precisa mais do que nunca contar com a experiência de Hamilton, que decidiu deixar a Mercedes depois de conquistar seis títulos por lá. Ainda que o #44 seja um novato na Ferrari e tenha pouco conhecimento do bólido vermelho, o francês avaliou que qualquer feedback neste momento é de extrema importância.
“[Os pilotos] fazem parte do desenvolvimento do carro, da evolução do carro. E com certeza, Lewis está no primeiro estágio dessa colaboração, porque ele fez apenas dois TPCs (teste com carros anteriores, da sigla em inglês) e agora foi à pista [com a SF-25]”, disse o mandatário em entrevista ao portal Motorsport Week.

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“Mas, com certeza, o feedback é sempre importante porque ele ajuda a equipe a se desenvolver e a fazer um trabalho melhor. E mesmo que sejam pequenos detalhes, o que temos de ter em mente é que, no ano passado, terminamos 14 pontos atrás da McLaren. Isso significa que é menos de 1 ponto por corrida. É uma média de 300 segundos entre nós e o cara à nossa frente no grid”, explicou.
“Isso significa que estamos sempre falando sobre detalhes. Não é uma questão de mudar o carro completamente ou algo assim. Se formos capazes de trazer um pouco de desempenho em um ou dois tópicos, já é um grande passo à frente. E Lewis está chegando com sua própria experiência, com seu próprio histórico, e ele ajudará a equipe a se desenvolver em cada área”, continuou.
“Com certeza, faremos uma rápida comparação entre os dois motores, entre os dois chassis, entre como operamos na pista. Como equipe, temos de evitar ser tímidos e tentar entender onde podemos melhorar. E esse é meu trabalho e o trabalho dos técnicos”, concluiu o chefe da Ferrari.
A Fórmula 1 se aproxima da volta às pistas. A próxima atividade é exatamente a sessão única de testes coletivos de pré-temporada, marcada para os dias 26, 27 e 28 de fevereiro, no Bahrein. A temporada 2025 começa com o GP da Austrália, nos dias 14-16 de março.
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