Hamilton admite que medo de racismo “passou pela mente” antes de assinar com Ferrari

Lewis Hamilton admitiu que teve receios antes de assinar com a Ferrari por conta dos frequentes casos de manifestações racistas nos esportes na Itália. Heptacampeão também minimizou postura do novo governo americano

Novo piloto da Ferrari para 2025, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton admitiu que teve receios de manifestações racistas ao assinar com a Scuderia italiana. O britânico, único piloto negro do grid, deixou a Mercedes após 12 temporadas para se juntar ao time italiano.

Em entrevista à revista Time, Hamilton foi questionado sobre o problema do racismo em eventos esportivos na Itália. Um caso recente aconteceu com o atacante Moise Kean, da Fiorentina, que recebeu inúmeros insultos racistas nas redes sociais após uma vitória da equipe sobre a Inter de Milão, no início do mês.

“Não quero me alongar. Não vou mentir, passou pela minha mente quando pensei nessa decisão. Como em tantas coisas, geralmente um grupo tão pequeno de pessoas define essa tendência para muitos. Não acho que isso será um problema”, comentou Lewis.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
LEIA MAIS: Hamilton diz que amizade antiga com Leclerc “facilitou bastante” relacionamento na Ferrari

Lewis Hamilton retorna ao traçado na manhã da quinta-feira (Foto: Pirelli)

Lewis também reconheceu que a falta de diversidade da Ferrari foi uma preocupação. Desde 2020, ele iniciou a Hamilton Commission, organização com o intuito de oferecer mais recomendações para a representatividade de profissionais negros no automobilismo. Eventualmente, a Mercedes também lançou um programa próprio de diversidade.

“Eu pensei: ‘Meu Deus, finalmente temos um ambiente de trabalho mais diverso que construímos com o tempo’. E agora volto ao começo da minha carreira com a Mercedes, onde não tinha tanta diversidade”, citou.

Lewis também minimizou a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O americano lançou diversas ordens executivas buscando reduzir o programas de diversidade e inclusão no governo. Porém, Lewis mantém a confiança do compromisso da Ferrari.

“Não vou mudar o que ele faz ou que o governo faz. Tudo o que posso fazer é ter certeza que no meu espaço, no meu ambiente, tentarei elevar as pessoas. Vão existir forças no caminho que não vão querer isso por motivos que não consigo entender. Isso não vai me parar. É uma luta que vamos seguir lutando”, concluiu.

GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do período de testes da F1 e acompanha tudo que acontece no Bahrein em TEMPO REAL. As atividades acontecem entre os dias 26 e 28 de fevereiro, sempre com duas atividades por dia, uma entre 4h e 8h (de Brasília, GMT-3) e outra entre 9h e 13h. A estreia do campeonato está programada para acontecer duas semanas depois, entre os dias 14 e 16 de março, no GP da Austrália.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!