Palou destaca papel dos híbridos na Indy 2025 e admite “um pouco de sorte” em St. Pete
Álex Palou ressaltou maior importância em gerenciar energia nos motores híbridos, mas reconheceu que a sorte sorriu para ele na vitória em St. Pete
Álex Palou começou a temporada 2025 da Indy com vitória em St. Pete, mesmo largando na oitava posição no circuito de rua da Flórida. O espanhol destacou o trabalho da Ganassi e também o gerenciamento da energia com os motores híbridos, mas admitiu que precisou de sorte para abrir o campeonato na frente.
Palou explicou que o acidente entre Will Power, Nolan Siegel e Louis Foster na primeira volta da corrida foi um fator que ajudou na vitória do início do mês. Quem largou com os novos pneus macios da Indy, que foram fabricados para ter uma curta vida útil, fez a troca dos compostos durante a bandeira amarela — a única da prova. Com isso, os pilotos que partiram com os duros — como o pole, Scott McLaughlin — pararam três vezes sob bandeira verde.
“Primeiramente, acho que tivemos um pouco de sorte com a amarela na primeira volta. Todo mundo que começou de macios mudou a estratégia para fazer uma parada a menos [em bandeira verde]. É uma pista que é muito difícil ultrapassar. Não é que não queremos assumir risco, mas é um traçado em que você vai parar no muro se for um pouco além”, disse Palou durante entrevista ao podcast de Conor Daly, piloto da Juncos Hollinger na Indy.
Introduzido durante a temporada 2024, o motor híbrido não é mais uma novidade para os pilotos da categoria, mas foi a primeira vez que a Indy correu em St. Pete utilizando as novas unidades de potência. Palou destacou que gerenciar a energia durante a prova foi fundamental, algo totalmente diferente do que foi no último ano — o que, inclusive, foi alvo de muita conversa e discussão dentro do paddock no campeonato passado.

O espanhol garantiu que conseguiu se aproximar de Josef Newgarden, então segundo colocado no meio da corrida, por conta disso. Para assumir a liderança e se dirigir à vitória, Palou destacou o trabalho da equipe do #10 dentro dos boxes — sem mencionar o problema de Scott Dixon, que correu todo o GP de St. Pete sem rádio e, por isso, não foi chamado na volta ideal para fazer o último pit, pegou tráfego e voltou atrás do tricampeão da Indy nas ruas da Flórida.
“Em termos de pilotagem, a corrida foi divertida. Achei que seria um pouco pior com os híbridos, com o tanto de energia que teria de colocar a cada volta. Trabalhar para encontrar os níveis ideais de energia nos permitiu chegar mais perto do Josef. Os híbridos tiveram um papel irrelevante em algumas corridas no ano passado, mas agora foi diferente”, comentou Palou.
“Foi uma corrida muito estratégica. Tivemos de poupar combustível para fazer um stint mais longo do que o Josef e Scott. Consegui superar ambos. A equipe fez um ótimo trabalho nas paradas e isso me colocou na liderança. Foi tudo quase perfeito”, finalizou.
A Indy retornará entre os dias 21 e 23 de março com o GP de Thermal, que acontece no circuito do Thermal Club, localizado na região de Palm Springs, na Califórnia, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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