McLaren emula F1 em Thermal e assume favoritismo em dia de martírio da Penske

Pato O'Ward emulou Oscar Piastri na Fórmula 1 e coloca a McLaren em posição de evidência no Thermal Club apesar de ameaças de Álex Palou e da Andretti. Penske vive dia tenebroso e precisa remar muito

Se Oscar Piastri fez um bom trabalho no sábado de Fórmula 1 na China, a McLaren mantém o bom desempenho também no outro lado do mundo. Na classificação do GP do Thermal, realizada na tarde deste sábado, poucos esperavam que Pato O’Ward surgiria como o mais forte no fim para anotar a sexta pole da carreira na Indy — a primeira desde 2022 — e, de quebra, puxar uma primeira fila toda papaia com Christian Lundgaard.

Há tempos se fala muito sobre como as classificações são um calcanhar-de-Aquiles que impede O’Ward de alcançar a consistência desejada para brigar pelo título da Indy da forma com que muitos gostariam. Em circuitos que não são ovais, a tarefa parece ainda mais complicada, e a impressão deixada em St. Pete não foi das melhores.

Porém, O’Ward foi consistente neste sábado e soube o timing correto de quando dar o melhor das voltas. O bom desempenho de Lundgaard também coloca a equipe com um alvo nas costas e uma posição de evidência para a corrida no Thermal, que ainda conta com fatores desconhecidos sobre como será o desenrolar da prova em uma pista que pode não ter muitas ultrapassagens. Estratégias serão cruciais.

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Pato O’Ward (Foto: IndyCar)

Ao mesmo tempo em que a McLaren toma a dianteira, nunca dá para subestimar o que Álex Palou pode fazer. De Ganassi, ele larga do terceiro lugar, e em uma pista em que a competição soa desconhecida para a maior parte dos pilotos, fica a dúvida de como ele pode lidar com os pneus dependendo da quantidade de intervenções da bandeira amarela na corrida.

Não podemos descartar também a Andretti, especificamente com Colton Herta e Marcus Ericsson, que largam do top-6. Ambos demonstraram um ritmo curioso ao longo do fim de semana e conseguiram se distanciar de Kyle Kirkwood, que vira um nome para correr por fora nesta batalha. Resta saber como o time vai se comportar em termos de estratégia e também com a execução dos pit-stops.

E a Penske merece uma nota pelo patético desempenho na classificação. É certo que o time pareceu não ter ritmo em nenhum momento do fim de semana, mas amargar uma eliminação tripla ainda no primeiro segmento, com direito a Scott McLaughlin largando do antepenúltimo lugar, é um balde de água fria imenso para uma equipe que tem tanta pressão e holofotes. As coisas podem até mudar, mas os indicativos são péssimos.

O Thermal Club tem uma enorme oportunidade de apagar a má impressão deixada em 2024. Resta para a McLaren fazer o bom desempenho do sábado se repetir no domingo, seja na Fórmula 1 ou na Indy, e o recado é sempre o mesmo: não subestime os rivais independente do melhor ritmo apresentado no desenrolar até aqui.

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