Leclerc explica toque em Hamilton na largada da China: “Custou pelo resto da corrida”

Charles Leclerc disse que a Ferrari poderia ter feito mais no GP da China, mas a corrida acabou prejudicada por um toque entre ele e Lewis Hamilton na largada. Apesar do problema, monegasco evitou culpar britânico

*Atualizado às 8h43

Quinto colocado no GP da China, disputado neste domingo (23), após perder uma posição para Max Verstappen nas últimas voltas, Charles Leclerc vai deixar Xangai chateado com um dano sofrido ainda na primeira volta, em contato com o companheiro Lewis Hamilton. Mais do que isso, o monegasco foi desclassificado da etapa pelo carro estar abaixo do peso mínimo exigido pelo regulamento.

O toque arrancou a aleta esquerda da asa dianteira do monegasco, o que prejudicou o rendimento aerodinâmico do carro ao longo de toda a prova.

Mesmo assim, Leclerc conseguiu bom ritmo com o carro danificado, andou à frente de Hamilton e só perdeu o quarto lugar para Verstappen no fim. Ao comentar o acidente, Charles garantiu que não houve culpa de nenhum dos dois.

“Honestamente, não foi culpa do Lewis, de maneira nenhuma”, garantiu Leclerc. “Tentei posicionar o carro para a curva 3 e ele não me viu. Eu não esperava que ele fosse retornar, já que estava por fora. No fim das contas, foi um incidente de corrida”, disse.

“Não é a primeira ou a última vez que isso vai acontecer. É uma pena que aconteça entre os dois carros vermelhos, mas obviamente não houve má intenção de nenhum dos dois. Foi um fato infeliz, e é claro que me custou muito pelo resto da corrida”, garantiu.

Leclerc e Hamilton se tocaram na largada do GP da China (Vídeo: Reprodução/DAZN)

Apesar de não mostrar irritação com Hamilton, Leclerc passou a sofrer bastante com o carro em algumas curvas. Ao menos o desempenho em reta melhorou, e o monegasco se disse mais “confortável” ao volante após as mudanças feitas pela Ferrari. Além disso, ainda explicou o motivo de não ter parado para trocar a asa.

“Estamos falando de uma perda muito grande no meu carro. Havia potencial para fazer muito melhor. Não queríamos perder os 8s trocando a asa no pit-stop porque eu teria de ultrapassar outros carros. E estávamos muito mal na curva 12, o que estava nos deixando vulneráveis para os carros de trás”, explicou.

“Então, seria difícil conseguir as ultrapassagens. Acho que fomos bem, o dano foi uma pena. 30 ou 40 pontos de perda [aerodinâmica] foi muita coisa, claro que teve um impacto na minha corrida. Mas fiquei mais confortável com o carro hoje, depois das mexidas que fizemos ontem”, avaliou.

Leclerc perdeu rendimento com a asa quebrada e não conseguiu segurar o quarto lugar (Foto: AFP)

Por fim, Leclerc voltou a dizer — assim como fez na Austrália — que a Ferrari não conseguiu demonstrar o ritmo que tem. Dessa vez, muito por conta do dano, que impediu uma aproximação ao terceiro colocado George Russell.

“Mas, novamente, estávamos com 40 pontos a menos e não acho que conseguimos mostrar nosso verdadeiro ritmo hoje”, analisou. “E isso é uma pena, porque as distâncias, mais uma vez, estavam muito pequenas. Mas é assim que as coisas são”, finalizou Leclerc.

Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.

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