Ferrari diz que corrida de Hamilton é “difícil de explicar”: “Sofreu bastante”
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, destacou as dificuldades da equipe na China e ainda não sabe o que causou a queda de performance de Lewis Hamilton
*Atualizado às 8h45
A Ferrari viveu momentos de altos e baixos com Lewis Hamilton no fim de semana do GP da China. Depois de cravar a pole e vencer a corrida sprint, o heptacampeão não conseguiu encontrar um bom ritmo com a SF-25 na prova principal, realizada neste domingo (23), e foi apenas o sexto colocado. Frédéric Vasseur, chefe da escuderia italiana, disse que é “difícil explicar” a queda de performance do #44.
Além disso, viu a dupla ser desclassificada da corrida em Xangai por motivos distintos. O britânico teve detectado um desgaste excessivo da prancha de madeira no assoalho. Charles Leclerc, por sua vez, teve seu carro punido por estar abaixo dos 798 kg mínimos determinados pelo regulamento técnico da FIA.
Hamilton começou o fim de semana na China com o pé direito ao cravar a pole para a corrida sprint. Durante a prova curta, soube administrar a vantagem em relação a Max Verstappen e foi o piloto que melhor cuidou dos pneus. Por isso, venceu sem maiores sustos.
Porém, o cenário foi completamente o oposto neste domingo. Na largada, pulou para o quarto lugar depois de superar Verstappen, mas sofreu muito com o desgaste de pneus, tanto que foi o único entre os ponteiros que fez uma corrida com duas paradas.
Charles Leclerc, por sua vez, foi um pouco melhor que o heptacampeão. Apesar de ter danificado a asa dianteira ao tocar na Ferrari de Hamilton na primeira curva — ainda há a suspeita de que o incidente tenha prejudicado a asa traseira do britânico —, o monegasco encontrou mais ritmo que o #44 e cruzou a linha de chegada em quinto, logo à frente do companheiro de equipe.
Ao comentar sobre o desempenho da Ferrari no GP da China, o chefe Vasseur disse que Leclerc fez o máximo possível com uma asa quebrada e frisou que ainda é difícil entender o que aconteceu com Hamilton entre a sprint e a prova principal.
“Leclerc não poderia ter feito mais com os danos que teve na asa dianteira. Sem esse incidente, com certeza poderíamos ter alcançado mais. Não conseguimos o máximo. A corrida de Hamilton é mais difícil de explicar, especialmente depois da sprint ontem, onde ele teve um ritmo excelente. Mas hoje, em vez disso, ele sofreu bastante”, destacou o chefe da Ferrari.
“A escolha de fazer duas paradas com Hamilton parecia o mais seguro naquele ponto da corrida, visto o desgaste que ele teve. Até então, ninguém tinha usado pneus duros no fim de semana, então não tínhamos uma referência”, finalizou o chefe da Ferrari.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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