Chefe elogia “ótimo” Lawson, mas diz que Red Bull “não pode brigar com uma perna só”

Chefe da Red Bull, Christian Horner reconheceu que Liam Lawson está com dificuldade para encontrar o limite com o que admitiu ser um carro difícil. Ainda assim, o dirigente fez pressão no novato após mais uma corrida decepcionante na F1

Chefe da Red Bull, Christian Horner avaliou que a equipe dos energéticos não pode brigar pelo título do Mundial de Construtores e nem sequer pelo Mundial de Pilotos “com uma perna só”. O dirigente classificou o neozelandês como “ótimo”, mas fez pressão por melhora.

A estreia de Lawson com o time dos energéticos não tem sido fácil. O piloto foi eliminado ainda no Q1 tanto na Austrália como na China e, até aqui, ainda não conseguiu pontuar. Liam abandonou em Melbourne e fechou a disputa em Xangai na 15ª colocação.

“Liam é um ótimo novato”, disse Horner em entrevista à emissora britânica Sky Sports F1. “Ele coloca os cotovelos para fora. Só está em dificuldades no momento para encontrar o limite com esse carro, para extrair o máximo dele”, seguiu.

“Claro, como equipe, como grupo, estamos tentando apoiá-lo da melhor maneira que pudermos”, frisou.

Christian Horner pressionou por melhora de Liam Lawson (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

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A Red Bull entrou em 2025 com um carro reconhecidamente difícil de guiar, incluindo para Max Verstappen. O próprio tetracampeão avaliou que Lawson teria melhor desempenho correndo pela Racing Bulls, que tem um carro “mais fácil”.

Mesmo reconhecendo que precisa achar um jeito de tornar o carro mais rápido, Horner frisou que a equipe depende de um segundo piloto competitivo para poder brigar pelos objetivos da temporada.

“Você sempre busca a máxima performance, e carros rápidos nunca são fáceis de guiar”, ponderou Horner. “Sabemos que temos e encontrar performance, e precisamos dos dois pilotos lá se houver uma chance de brigar pelo campeonato de construtores”, ponderou.

“E, no mínimo, com o Mundial de Pilotos também, você precisa ter um segundo carro na jogada. Não dá para fazer isso com uma perna só”, observou. “Queremos, como equipe, coletivamente, garantir que estamos extraindo o máximo dos dois pilotos e colocando os dois carros o mais para cima do grid que pudermos”, acrescentou.

Questionado sobre quanto tempo Lawson tem, Horner respondeu: “A Fórmula 1 é um negócio de pressão, não? Sempre tem a pressão do tempo, e ele sabe disso. Tomara que ele responda de acordo, e aí veremos para onde iremos”.

Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.

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