Mercedes vê diferença para McLaren cair após “bom passo” na China: “Podemos recuperar”

Toto Wolff celebrou o fato da Mercedes ter sido “a segunda equipe mais forte” na China, mas reforçou que ainda não está na briga pelo título

Uma das equipes mais consistentes neste início de temporada 2025 da Fórmula 1 tem sido a Mercedes. Com George Russell subindo ao pódio nas duas primeiras corridas e Andrea Kimi Antonelli pontuando bem, o time prateado está na cola da McLaren no Mundial de Construtores. Ainda assim, Toto Wolff não vê uma briga aberta pelo título neste momento e reforçou a necessidade de “criar uma base sólida” para medir as expectativas. 

De qualquer forma, o chefe da Mercedes enxerga um cenário mais otimista após o GP da China, que viu uma dobradinha da McLaren, mas uma diferença menor para a equipe papaia no ritmo de corrida. Na Austrália, que sediou a primeira rodada, Wolff não estava tão otimista e destacou que “a diferença era demais”. 

Agora, a situação já é outra e o dirigente austríaco afirmou que vê um cenário bem reversível a favor da Mercedes. 

“Hoje, eles [McLaren] estavam talvez 0s2 à frente. E considerando o fato de que nosso carro não funcionou nada na sexta-feira, esse foi um bom passo. Podemos recuperar 0s2, até 0s3. Do jeito que foi em Melbourne, a diferença era demais”, lembrou Wolff em entrevista à Sky Sports da Alemanha. 

George Russell terminou o GP da China na terceira posição (Foto: Mercedes)

A diferença na Austrália, inclusive, era tão grande que motivou Russell a dizer que a McLaren poderia focar em 2026 que ainda estaria tranquila na temporada atual. Wolff diz que o discurso do britânico era aceitável após a primeira rodada, mas já não faz muito sentido depois do GP da China. 

Por isso, reforçou também a necessidade de não ficar alternando entre otimismo e pessimismo a cada fim de semana de corrida que passa. De momento, optou por manter os pés no chão e não falar em uma briga da Mercedes pelo título. 

“Após Melbourne, essa afirmação era completamente compreensível. Hoje estávamos mais próximos, mas precisamos fazer uma análise completa após alguns finais de semana de corrida para ver onde realmente estamos. Não devemos flutuar entre euforia e frustração, mas, sim, criar uma base sólida após algumas corridas e dizer: este é o estado atual das coisas”, disse. 

“Não diria que estamos realmente na briga pelo título ainda. Se olhar para [Oscar] Piastri, claro que é um pouco mais fácil andar na frente e gerenciar os pneus, mas não estamos tão longe. Fomos a segunda equipe mais forte hoje, e esse é um resultado sólido”, analisou Wolff. 

Andrea Kimi Antonelli não brilhou na China, mas foi consistente para somar pontos e terminar em sexto (Foto: AFP)

“A base do carro é estável. Se fizermos mudanças em um componente mecânico, uma asa ou na aerodinâmica, eles reagem como esperamos. Mas temos de ser realistas: ainda não estamos onde queremos estar. Não ficaremos satisfeitos até estarmos ganhando corridas novamente e brigando por títulos. Mas não existe sucesso garantido. É preciso trabalhar para isso. E essa é exatamente a jornada empolgante que vem por aí”, concluiu o chefe da Mercedes.

Atualmente, a Mercedes está 21 pontos atrás da McLaren no Mundial de Construtores. Enquanto a equipe papaia tem 78 tentos somados, a esquadra prateada tem 57.

A Fórmula 1 retorna entre os dias 4 e 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.

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