Tsunoda reconhece “pressão extrema”, mas se diz “bastante calmo” para estreia na Red Bull
Yuki Tsunoda afirmou ainda que não teve muito tempo para prestar atenção no que estava acontecendo, já que precisou ajustar assento e encarar o simulador da Red Bull antes do GP do Japão
Com todos os holofotes voltados para si de uma hora para outra, Yuki Tsunoda admitiu que a vaga na Red Bull representa uma “pressão extrema” com a qual poucas vezes teve de lidar, ainda mais pela estreia em casa, no GP do Japão, que acontece neste fim de semana. O piloto, no entanto, assegurou que está “bastante calmo” para o desafio.
Tsunoda era um dos cotados para o posto de Sergio Pérez, que teve contrato rescindido ao final do ano passado, mas perdeu a disputa para o colega de Racing Bulls, Liam Lawson. Como o neozelandês demonstrou desempenho muito abaixo do esperado nas duas primeiras corridas de 2025, a Red Bull não pensou duas vezes em fazer a troca.
Durante evento na sede da Honda no Japão, Tsunoda contou a reação que teve quando soube que seria piloto da equipe principal do grupo Red Bull na F1. “Quando recebi a ligação pela primeira vez, pensei ‘Uau, vai ser interessante’. Acima de tudo, estou animado com o desafio que tenho pela frente”, disse.
“Na vida, não há muitos momentos em que você enfrenta esse tipo de pressão extrema e tem uma oportunidade tão grande quanto essa, então só posso imaginar que será uma corrida incrivelmente emocionante”, salientou.

Em seguida, explicou que não teve muito tempo para pensar no que estava prestes a acontecer, já que o espaço entre o anúncio, na semana após o GP da China, e a preparação para a corrida seguinte foi muito curto.
“No começo, estava muito ocupado para ter tempo de apreciar totalmente a emoção. Tive de ir direto para o simulador, fazer os ajustes do assento e cuidar de muitos outros preparativos. Claro que ser promovido para a Red Bull é uma oportunidade incrível, mas antes de qualquer coisa, queria conversar com meus engenheiros e com as pessoas que me apoiaram”, contou Tsunoda.
“Então, apesar de todas as emoções, eu me senti bastante calmo. Como era piloto reserva este ano, já havia feito uma adaptação do assento antes. Mas na época, lembro-me de ter pensado: ‘Por que estou fazendo isso? Não vou correr de qualquer maneira'”, encerrou.
Tsunoda será o sexto companheiro de equipe de Max Verstappen na Red Bull. Apesar da alta rotatividade do assento nº 2, o consultor, Helmut Marko, garantiu que a equipe terá paciência com Yuki “até o fim da temporada”.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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