Netflix defende autenticidade de ‘Drive to Survive’: “É uma interpretação da realidade”
Produtor-executivo da série 'Drive to Survive', James Gay-Rees defende produção e garante que o objetivo é “contar uma história autêntica”
Desde que estreou, a série ‘Drive to Survive’, da Netflix, tem sido um grande sucesso no mundo da Fórmula 1, mas nunca deixou de ser acompanhada por uma dose de críticas. A principal delas, e que foi reproduzida por Lando Norris recentemente, é de que a produção tenta forçar narrativas e histórias. No entanto, para o produtor-executivo James Gay-Rees, a série se tornou uma “interpretação” da realidade com foco em “contar uma história autêntica”.
Norris, recentemente, reagiu à recém-lançada sétima temporada de ‘Drive to Survive’ e não ficou satisfeito. O atual vice-campeão e titular da McLaren chamou alguns momentos da série de “incorretos” e “quase mentirosos”.
O britânico, no entanto, não está sozinho, já que outros pilotos, incluindo Max Verstappen, já demonstraram receio com a produção da Netflix. Ainda assim, Gay-Rees insistiu, em entrevista ao The National, que a autenticidade é um fator importante para a série.
“Precisa pegar a essência do que está tentando transmitir. Isso se torna uma interpretação do que aconteceu, mas a ambição é sempre contar uma história autêntica”, explicou o produtor, que também entrou em detalhes sobre o porquê é tão vantajoso explorar os bastidores da Fórmula 1 em uma série.

“É um mundo extremamente maldoso. É por isso que é um lugar tão ótimo para fazer uma série. Existem heróis e vilões. As pessoas estão dispostas a vencer a qualquer preço e farão o que for necessário. É um ambiente muito fértil para fazer uma série, porque é tão contido. Os personagens não mudam. É perigoso, político, escandaloso e fofoqueiro. Esses são os ingredientes principais”, disse.
Por fim, também refletiu sobre o impacto que ‘Drive to Survive’ tem tido na popularidade e no interesse da sociedade na Fórmula 1. Para Gay-Rees, a categoria era antes vista como algo “não muito legal”, o que foi revertido pela produção da Netflix.
“A F1 estava sendo descrita, de maneira um tanto injusta, como algo um pouco masculina, pálida e antiquada. Não era muito legal. Já tinha sido no passado, mas não estava passando por um dos seus ciclos mais sedutores, por falta de uma expressão melhor”, comentou.
“Tem jovem sexy dirigindo carros esportivos e arriscando suas vidas. Quero dizer, é uma equação bem básica para o sucesso. Minha filha de 18 anos nem sabia como se escrevia ‘Fórmula 1’ há dois anos. Agora ela está obcecada. É brilhante”, encerrou Gay-Rees.
A Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.
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