Pérez comenta troca de pilotos na Red Bull e rebate críticas: “Agora todos me entendem”

Após a troca de Liam Lawson por Yuki Tsunoda, Sergio Pérez voltou a falar sobre o quão difícil é lidar com o carro da Red Bull. O mexicano ainda afirmou que torce para que a equipe consiga dar a volta por cima na Fórmula 1

Preterido pela Red Bull no fim do ano passado para abrir caminho para a chegada de Liam Lawson, Sergio Pérez falou sobre o mau desempenho do neozelandês e a consequente troca por Yuki Tsunoda após apenas duas corridas na temporada 2025 da Fórmula 1. O mexicano aproveitou o momento para se defender das críticas recebidas em 2024 e explicar o quão difícil é guiar o carro taurino.

“Só agora as pessoas entendem que minha posição não foi das mais fáceis na F1, e que, no geral, eu me saí extremamente bem”, disse em entrevista ao site oficial da categoria. “Especialmente no ano passado, não tive a oportunidade de mostrar o que posso fazer como piloto, mas agora as pessoas percebem o quão difícil era pilotar o carro”, continuou.

Para reforçar ainda mais a sua tese, Pérez citou Alexander Albon e Pierre Gasly como exemplos, já que ambos também se tornaram vítimas de Max Verstappen e da Red Bull antes mesmo de ele chegar à escuderia dos energéticos, em 2021. Além disso, enfatizou que as pessoas crucificam os pilotos com base apenas nas últimas corridas e esquecem as boas performances apresentadas no passado.

“Quando entrei para a Red Bull, já havia pilotos excepcionais, como Alex Albon e Pierre Gasly, que tinham sofrido. Passei tanto tempo na Red Bull que todos se esqueceram do quão difícil é pilotar aquele carro”, explicou. “As pessoas têm memória curta, e algumas corridas ruins são suficientes para fazê-las esquecer o que fez”, criticou.

Sergio Pérez deixou a Red Bull no fim do ano passado (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

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Ainda que tenha sido deixado de lado, Pérez afirmou que torce para que a escuderia comandada por Christian Horner consiga dar a volta por cima na classe rainha e volte a se colocar como forte candidata ao título. Depois de um início avassalador no último campeonato, a esquadra dos energéticos viu o desempenho cair e teve de se contentar apenas com o terceiro lugar no Mundial de Construtores. E a situação não parece muito melhor após as primeiras provas em 2025, na Austrália e na China.

“Realmente quero que se saiam bem, porque passei quatro anos lá e quero que se recuperem. É difícil saber o que está acontecendo internamente porque, mesmo que tenha mantido contato com alguns dos membros, no momento estou fora da equipe. Se não está dentro, é difícil entender. Mas, no fim das contas, é fácil dizer que o carro é difícil de explorar 100% e que não lhes dá a confiança necessária. Adrian Newey também falou sobre isso no passado. Mas desejo-lhes o melhor”, declarou.

Por fim, elogiou Tsunoda e disse que espera que o japonês faça uma grande parceria com Richard Wood, seu antigo engenheiro de corrida. “‘Woody’ é um grande amigo meu e agora está com Yuki, então espero que se saiam bem. [Tsunoda] tem talento e velocidade, mas, acima de tudo, acho que tem a mentalidade e a atitude certas”, concluiu.

Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.

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