Pilotos pedem à FIA mudança em DRS após acidente violento de Doohan no Japão

Forte batida de Jack Doohan no TL2 do GP do Japão levou pilotos a pedirem mudança no sistema DRS. Asa móvel fecha automaticamente ao frear ou aliviar o acelerador, mas equipes controlam sensibilidade. Fechamento por GPS foi sugerido

O forte acidente de Jack Doohan no treino livre 2 do GP do Japão levantou debate sobre os mecanismos de segurança do DRS na Fórmula 1. Após o incidente da última sexta-feira (4), pilotos solicitaram à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que analise maneiras de garantir o fechamento automático da asa móvel na entrada de curvas para evitar riscos semelhantes, sugerindo o fechamento por GPS.

A informação é do portal The Race. Atualmente, existem dois mecanismos automáticos de segurança além do botão no volante: o DRS deve ser desativado assim que o piloto toca no freio e também ao reduzir o acelerador em pelo menos 20%. No entanto, a sensibilidade desses parâmetros é definida pelas próprias equipes, que ajustam os níveis de pressão no freio e do acelerador conforme o traçado.

Suzuka, no entanto, apresenta uma situação atípica: a zona de DRS termina pouco antes de uma curva de alta velocidade, o que exige maior atenção ao fechamento da asa. Casos similares já ocorreram em Silverstone, o que levou a FIA a retirar a zona de DRS na reta principal em 2018 por motivos de segurança.

Durante o briefing de sexta-feira à noite, vários pilotos questionaram o diretor de provas, Rui Marques, sobre a possibilidade de desativação automática do DRS com base na localização do carro na pista. A proposta permitiria fechar a asa em pontos críticos, mesmo sem ação direta do piloto.

Jack Doohan saiu ileso de acidente no TL2 no Japão (Foto: AFP)

Doohan perdeu o controle do carro da Alpine a mais de 300 km/h ao entrar na curva 1 com o DRS ainda aberto, o que comprometeu a pressão aerodinâmica na traseira e provocou um violento impacto contra as barreiras. A equipe atribuiu o acidente a uma falha de julgamento do piloto, que não fechou a asa móvel manualmente.

Apesar de reconhecer os desafios técnicos da ideia, a FIA se comprometeu a estudar o caso com atenção. Enquanto isso, a Alpine já finalizou os reparos no carro de Doohan, e o australiano retornou à pista no treino livre 3 deste sábado.

Fórmula 1 realiza o GP do Japão, em Suzuka, entre os dias 3 e 6 de abril, terceira etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. Na madrugada de sábado (5), às 3h (de Brasília, GMT-3), os pilotos vão à pista para a classificação. No domingo (6), os pilotos disputam o GP do Japão às 2h. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.

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