Dona da Haas lista consequências e avalia “impacto significativo” de tarifaço de Trump

Apesar de indicar que acredita que a administração de Donald Trump possa recuperar cenário, Haas Automation liga alerta após queda em demanda por produtos

A Haas Automation, empresa-mãe da equipe homônima na Fórmula 1, mostrou preocupações com o tarifaço promovido pela administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que implementou uma política agressiva sobre as importações.

A medida imposta por Trump a partir do mês de abril tem gerado grande preocupação no mercado global, com as bolsas operando em queda desde então, além de ter aberto uma guerra comercial com outras potências, como a China, que tem retaliado a ação do governo dos Estados Unidos. A empresa de Gene Haas emitiu um comunicado indicando algumas perdas nesse período.

“A Haas Automation está estudando o impacto total das tarifas em nossas operações. Nos últimos dias, vimos uma queda considerável na demanda por nossas máquinas-ferramentas de clientes nacionais e estrangeiros”, falou a empresa em comunicado.

“Por precaução, a produção foi reduzida e cortamos as horas extras em nossa única fábrica em Oxnard, na Califórnia, onde trabalham 1.700 pessoas e operamos desde 1983. Também interrompemos as contratações e suspendemos novas vagas”, continuou a Haas.

Esteban Ocon, piloto da Haas na F1 (Foto: AFP)

A Haas Automation é conhecida globalmente pela produção de máquinas-ferramentas com a tecnologia CNC (Controle Numérico Computadorizado), que permite maior desempenho da produção, com mais velocidade e qualidade em processos repetitivos. É daí que sai parte do orçamentos da Haas na F1.

No comunicado, a empresa de Gene Haas expressou a confiança de que a administração Trump encontrará soluções para as fabricantes estadounidenses, mas que está preocupada com a possível redução de tarifas de outros países, que permitirá às empresas desses locais ter preços mais competitivos.

“Embora as tarifas tenham um impacto significativo nos negócios da Haas Automation, estamos otimistas de que a administração Trump apresentará soluções para aliviar os fabricantes dos EUA — situações para continuar fabricando máquinas CNC da Haas nos EUA e empregando milhares de trabalhadores na nossa fábrica em Oxnard, Califórnia, e indiretamente nos Haas Factory Outlets em todo o país”, disse o comunicado.

“A Haas está particularmente preocupada com a potencial redução das tarifas sobre máquinas-ferramentas de certos países, como Japão, Taiwan e Coréia [do Sul], sem uma redução correspondente nas tarifas para matérias-primas e componentes importados para os EUA. Tal cenário seria catastrófico para a indústria de máquinas-ferramenta dos EUA, avaliada em US$ 5 bilhões [cerca de R$ 30 bilhões], que é um componente-chave da segurança nacional”, encerrou.

Fórmula 1 volta de 11 a 13 de abril para o GP do Bahrein, em Sakhir, quarta etapa da temporada 2025.

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