Ex-presidente da Ferrari se diz “triste” e detona atual gestão: “Uma equipe sem alma”
Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari entre 1991 e 2014, disparou contra o momento da equipe italiana e disse ser um “torcedor triste e irritado”. Mas elogiou Lewis Hamilton
O ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, está acompanhando o GP do Bahrein de Fórmula 1 diretamente de Sakhir. Convidado pela família real barenita, voltou a colocar os pés numa pista de corrida após mais de dez anos de ausência. E mostrou verdadeira irritação com o momento que vive a escuderia italiana, da qual se definiu como um “torcedor triste e irritado”.
Montezemolo esteve na Ferrari em duas passagens diferentes. Na primeira, durante a década de 1970, foi assessor de Enzo Ferrari e chefe de equipe, mas saiu e ficou fora ao longo dos anos 1980. Retornou como presidente, em 1991, cargo no qual se manteve até 2014. Quando voltou, tinha como objetivo reconstruir um time que não era campeão desde 1979.
Ironicamente, a escuderia passa por um jejum semelhante nos dias atuais. Kimi Räikkönen foi o último a vencer o Mundial de Pilotos pela Ferrari, em 2007. Já do Mundial de Construtores, os italianos não levantam o caneco desde 2008. Ambos ainda com Montezemolo na presidência.
“Voltar [a estar numa corrida da F1] é uma emoção pois, em primeiro lugar, dez anos é muito tempo. Depois, porque espero trazer sorte para a Ferrari, que está precisando muito neste momento”, contou o ex-presidente à emissora italiana de TV RAI. Sinto tristeza como torcedor porque vejo uma equipe sem alma”, seguiu.

“Ferrari é paixão, Ferrari é trabalhar dia e noite, Ferrari é nunca desistir. E também estou um pouco irritado, porque esperava, pelo menos este ano, ver um carro realmente competitivo desde o início”, lamentou.
Montezemolo também comentou sobre a chegada do heptacampeão Lewis Hamilton. “Hamilton é ótimo, fez parte da história da Fórmula 1. Sabe que tem a última chance, veio à Ferrari para vencer e para encerrar a carreira. Adaptar-se a uma nova maneira de trabalhar é difícil, mas o problema é ter um carro que seja capaz de almejar o Mundial. Depois de tantos anos, precisamos ter um bólido vencedor”, declarou.
Por fim, o ex-presidente acredita que o atual desempenho da equipe não transmite confiança. “Se a Ferrari tivesse resolvido os problemas de equilíbrio e competitividade no Bahrein, eu estaria mais otimista em relação ao futuro. Hoje, depois das três primeiras corridas, estou menos confiante”, encerrou.
Na temporada 2025, a Ferrari é apenas a quarta colocada no Mundial de Construtores, com 35 pontos, 76 atrás da líder McLaren.
A Fórmula 1 realiza o GP do Bahrein, em Sakhir, entre os dias 11 e 13 de abril, quarta etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. No sábado (12), o TL3 acontece às 9h30, ao passo que a classificação será às 13h. Por fim, no domingo (13), os pilotos disputam o GP do Bahrein ao meio-dia. O Briefing chega para comentar na GPTV após o fim de cada dia de atividades.
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