McLaren fala em “responsabilidade” e pede que regras da F1 2026 “não sejam minadas”
Chefe da Sauber, futura Audi, Jonathan Wheatley reforçou compromisso da montadora alemã com regulamento da F1 2026 e afastou ideia dos motores V10
Chefe da McLaren, Andrea Stella pregou bom senso a todos os envolvidos com a F1 quando o assunto for novo regulamento da categoria. O dirigente pede que não “enfraqueçam” as regras que entrarão em vigor a partir da temporada 2026, indo claramente na contramão do sonho de Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que reacendeu nas últimas semanas a possibilidade de retorno dos motores V10.
Jonathan Wheatley, chefe da Sauber, equipe que se tornará Audi à partir de 2026, endossou o discurso do colega de McLaren e reafirmou, após reunião entre as equipes, montadoras e FIA no Bahrein, que a fabricante alemã ingressou na F1 pelo interesse no regulamento que entrará em vigor à partir de 2026.
No último fim de semana, entre as atividades da F1 no Bahrein, o presidente da FIA se reuniu com os chefes de equipe e representantes das montadoras para debater o cenário das unidades de potência, buscando entender a viabilidade do retorno dos motores V10 à categoria. A ideia enfrentou resistência, o que fez Ben Sulayem voltar atrás e garantir que o futuro regulamento tenha a vida útil inicialmente prevista — até o fim de 2030.
Ben Sulayem chegou a considerar encurtar o período das futuras regras — ou até mesmo descartá-las, estendendo as atuais até 2028 ou 2029, quando colocaria os V10 em ação —, o que acabou negado pelas equipes, incluindo a McLaren, e montadoras envolvidas com a F1.

“Quando falamos sobre os regulamentos futuros – ainda nem começamos 2026 e já estamos falando de um além deste, quero pedir um senso de responsabilidade por parte de todos os envolvidos, porque estamos aqui para proteger os interesses do esporte. Não gostaria que nós acabássemos enfraquecendo regulamentos que poderiam, de fato, ser bem-sucedidos”, comentou o chefe da McLaren na F1.
“Pode ser que eles precisem de alguns ajustes e aperfeiçoamentos, mas é para isso que estamos aqui. Vamos definir exatamente qual é o desafio técnico e resolvê-lo. Vamos todos trabalhar de forma colaborativa em prol dos interesses do esporte, que se concretizam quando temos um bom produto. Acredito que podemos ter algo bom na F1 2026. Só precisamos trabalhar para isso”, completou.
Jonathan Wheatley terminou satisfeito com a reunião entre os fabricantes de motores e FIA, afinal, o encontro, em teoria, encerrou com a ideia de retorno precoce dos motores V10 e valorizou as futuras regras da categoria.
“Uma discussão muito aberta, produtiva e colaborativa com todas as principais partes. Pelo o que entendi, todos tem no coração os melhores interesses para a F1. Essa foi a base de tudo, e o feedback que recebi foi encorajador”, disse o chefe da Sauber.
“A Audi tem uma posição muito clara sobre 2026. A razão pela qual se envolveram com a F1 é a empolgação em torno dos três pilares que consideramos realmente importantes: um motor altamente eficiente, um sistema híbrido avançado e, claro, combustíveis sustentáveis sendo a base disso”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de abril em Jedá, palco do GP da Arábia Saudita, quinta etapa da temporada 2025.
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