Montoya vê “começo do fim” de Verstappen na Red Bull, mas “precisa abrir mão do dinheiro”
Juan Pablo Montoya analisou momento complicado de Max Verstappen na Red Bull e sugeriu que o tetracampeão precisa escolher entre "estar no melhor carro ou ganhar muito dinheiro”
Depois de um frustrante GP do Bahrein e de diversos problemas internos na equipe, o futuro de Max Verstappen parece cada vez mais distante da Red Bull. Além das dificuldades dentro da pista, um dos motivos que alimenta a possível separação foi a discussão acalorada entre Raymond Vermeulen, empresário do tetracampeão, e Helmut Marko, consultor-esportivo dos taurinos.
O austríaco voltou a citar publicamente a possibilidade de saída do piloto e afirmou que a vitória no GP do Japão não pode ser um “acaso”. O neerlandês também deixou claro o clima difícil e admitiu que “não queria” conversar com a equipe após a corrida.
Verstappen sofreu com o RB21 ao longo de todo o fim de semana em Sakhir: teve problemas nos freios, pit-stops lentos, elevado desgaste dos pneus e falta de ritmo de corrida. Além de ter conseguido superar a Alpine de Pierre Gasly apenas na última volta, para cruzar a linha de chegada na sexta colocação. Para Juan Pablo Montoya, o neerlandês deveria abrir mão do alto salário e se oferecer para receber menos na Mercedes.
“Se eu fosse Max, estaria preocupado”, disse Montoya ao Plejmo. “Seis meses atrás, ele poderia ter pedido qualquer quantia de dinheiro para ir a qualquer lugar e as pessoas teriam pago. No atual momento da Red Bull, ele poderia ir até Toto [Wolff] e dizer: ‘Pague menos do que você iria me pagar, mas me deixe pilotar seu carro’. Será que ele está disposto a fazer isso?”, questionou.
Verstappen é dono do maior salário do grid da F1 2025, recebendo cerca de 65 milhões de dólares (aproximadamente R$381 milhões na cotação atual) por ano.

“É o começo do fim de Max na Red Bull. De certa forma, ele foi muito abençoado por estar no melhor carro. Mas este ano é um pouco como um choque de realidade. Verstappen quer vencer, mas se a equipe não for competitiva, a negociação será muito diferente”, afirmou.
Marko confirmou que existe uma cláusula de quebra de contrato do neerlandês, e há rumores de que pode ser ativada caso esteja abaixo do terceiro lugar no Mundial de Pilotos. No atual momento, o tetracampeão possui exatamente a terceira colocação, mas apenas seis pontos à frente de George Russell.
“Acho que a negociação de um ano atrás, antes de ele assinar novamente com a Red Bull, quando Toto [Wolff] estava falando muito abertamente sobre a contratação de Max, foi muito diferente do que seria agora. O valor era absurdo. A McLaren também entrou em contato com Verstappen para saber quanto ele ganhava antes de renovar com Oscar Piastri, e os números assustaram”, seguiu.
“Então, em algum momento, Max precisa tomar uma decisão: ‘Quero tentar estar no melhor carro ou quero ganhar muito dinheiro?’”, finalizou o colombiano.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de abril em Jedá, palco do GP da Arábia Saudita, quinta etapa da temporada 2025.
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