Williams revela impacto por tarifaço de Trump, mas minimiza: “Não afetou drasticamente”

James Vowles, chefe da Williams, descreveu a situação como um “pé no saco”, mas garantiu que as operações da equipe na Fórmula 1 não vão ser prejudicadas

A Williams, que é propriedade de um fundo de investimento americano Dorilton Capital, não está muito preocupada com o tarifaço promovido pela pela administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que implementou uma política agressiva sobre as importações. O chefe James Vowles explicou que os efeitos na equipe foram baixos, mas garantiu que isso não afeta em nada as operações na Fórmula 1.

No início de abril, Trump aplicou tarifas mais altas a 57 países, que variavam entre 11% e 50% — até elas serem suspensas em todos os países por 90 dias, com exceção da China, depois do grande impacto no mercado financeiro.

E apesar da medida estar suspensa, há a incerteza de como elas voltarão a vigorar. E a situação pode impactar a Fórmula 1. Inclusive, a Haas, que é de origem americana, sofreu um impacto significativo com o tarifaço de Trump. Porém, a Williams está preparada para a situação e disse que a receita em diferentes moedas é uma das saídas para evitar a crise.

“Para uma equipe, grande parte da renda vem, em primeiro lugar, de patrocinadores ou parceiros. O dólar ainda está baixo, mas tentamos nos proteger um pouco. Então, alguns pilotos são pagos em dólar, outros em euro, por exemplo. Parte da renda do seu patrocinador é em dólar, outra parte é em euro ou libra. Então, é possível se proteger cumprindo o contrato de uma forma diferente. Não sei como os outros fazem, mas é uma forma que encontramos”, disse o chefe da Williams durante coletiva de imprensa na Arábia Saudita.

A Williams faz uma boa temporada na F1 2025 (Foto: Williams)

“Para nós, uma das maiores fontes de receita é a FOM, que é em dólar. Então, isso teve algum impacto em relação à nossa situação atual? Sim, mas é o tipo de coisa com a qual não me preocupo muito. Acredito que uma das vantagens da Williams é que somos verdadeiramente independentes, e nossa holding, Dorilton, é verdadeiramente internacional em termos de fluxos de receita provenientes de todo o mundo. Ela não depende de uma estrutura financeira específica, o que é muito útil para nós”, seguiu Vowles.

Apesar da receita que chega de diferentes partes do mundo, o chefe da Williams disse que sofreu um pouco de impacto com o tarifaço. No entanto, após reunião interna, ficou bem estabelecido que o orçamento da equipe não foi comprometido.

“Então, tivemos uma conversa interna e não há grande impacto nem nas tarifas nem no que está acontecendo com o dólar neste momento. São números pequenos. Não ajuda, mas são números pequenos. Não sei qual será o futuro disso, mas só posso falar em parte por nós: sim, é um pé no saco, mas não afetou drasticamente nossa operação diária. Isso não alterou nosso orçamento. Não alterou nossa previsão para os próximos três anos nem nosso investimento para os próximos três anos”, finalizou o chefe da Williams.

Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.

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