McLaren aponta “limite” com carro: “Aderência some se estiver 1 km/h mais rápido”
Nem tudo está sendo tão fácil para Oscar Piastri e Lando Norris na temporada 2025 da Fórmula 1. Andrea Stella, chefe da equipe, afirmou que os pilotos estão sofrendo para entender o comportamento do MCL39 em determinados momentos
Apesar do início de temporada quase perfeito na Fórmula 1 em 2025, com quatro vitórias nas primeiras cinco corridas, Andrea Stella afirmou que tem sido “um pouco complicado” para Oscar Piastri e Lando Norris explorar o limite do carro da McLaren. De acordo com o chefe da equipe, os pilotos estão tendo dificuldades para lidar com o comportamento “pouco responsivo” do MCL39 em determinados momentos.
Com 188 pontos somados até aqui, a escuderia de Woking ocupa a primeira posição no Mundial de Construtores, 77 tentos a mais do que a Mercedes, segunda colocada. Na disputa individual, é o australiano do #81 — que venceu na China, Bahrein e Arábia Saudita — quem ocupa o topo da tabela, com 99 pontos, enquanto o colega de garagem — com o único triunfo na Austrália — segue mais atrás, com 89 no total.
No entanto, ainda que tenha o melhor carro do grid em comparação com Red Bull, Ferrari e as Flechas de Prata, a dupla papaia não está tendo uma vida tão fácil assim na hora de domar o monoposto nas pistas. Em entrevista ao portal neerlandês GPblog, Stella explicou com mais detalhes como a situação tem se apresentado até aqui no campeonato.
“Obviamente, o carro tem um certo limite de desempenho. Esse é o potencial que ele pode oferecer. Mas a forma como exploramos esse limite é um pouco complicada para os nossos pilotos. Há muita, muita aderência — e, então, essa aderência simplesmente desaparece. Você vai 1 km/h mais rápido, e a aderência some”, começou.

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“Essa transição parece ser bastante abrupta, e o feedback que o carro dá em termos de entender quando você está nesse limite é relativamente pouco responsivo. É aí que os pilotos acabam tendo de adivinhar bastante como o carro vai se comportar”, acrescentou.
“O carro não transmite muita informação. É isso que estamos enfrentando um pouco como equipe — em termos de alcançar o que queremos ao projetar um carro que forneça esse tipo de feedback aos pilotos. E também o que os pilotos podem estar enfrentando do lado deles. Eles precisam adivinhar bastante o que o carro vai fazer. Essa não é uma situação na qual eu, como chefe de equipe, gostaria de estar”, admitiu Stella.
“Precisamos fazer um trabalho melhor ao projetar um carro que permita aos pilotos perceber onde está o limite, explorar isso, e ter uma boa sensação ao pilotar”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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