Verstappen reduz impacto de túnel de vento em queda da Red Bull: “É o mesmo de 2023”
A Red Bull sofre com problemas de correlação entre o túnel de vento e a pista, o que dificulta o desenvolvimento e a compreensão dos problemas do RB21. Max Verstappen, porém, lembrou que o equipamento é o mesmo de anos em que a equipe sobrou na F1
Após anos de domínio sob o novo regulamento técnico da F1, a Red Bull tem sido assombrada por um problema que assolou a Mercedes desde o retorno do efeito-solo à categoria: a falta de correlação no túnel de vento. Com isso, os engenheiros encontram um resultado no computador, mas, ao levar o carro à pista, veem algo completamente diferente. A idade da estrutura — que foi construída após a Segunda Guerra Mundial — tem sido ressaltada pela equipe, mas Max Verstappen evitou colocar a culpa somente nisso.
O neerlandês reconheceu que a equipe tem dificuldades com o equipamento, principalmente em termos de correlação. No entanto, Verstappen ressaltou algo importante: essa é a mesma estrutura com a qual a Red Bull trabalhou nos últimos anos, o que significa que a idade do túnel de vento não é uma novidade para os membros do time.
“É claro, eles não estão felizes com isso”, admitiu Verstappen. “Mas estão trabalhando em um novo túnel de vento. Isso leva tempo, não é como se tivesse surgido de repente nessa temporada. Esse também era o caso em 2023 — você nem sempre consegue ver algumas coisas corretamente no túnel de vento”, destacou.
“Eles têm experiência com o fato de que o túnel de vento nem sempre mostra como as coisas devem ser feitas. Eles têm uma direção para seguir, em parte por causa da experiência com o túnel de vento. O problema é que, às vezes, eles não entendem os pequenos detalhes perfeitamente. Isso está afetando um pouco na pista”, explicou.

No entanto, o tetracampeão fez um lembrete importante: a tecnologia é a mesma de 2022 e 2023, temporadas em que a Red Bull dominou a F1 — principalmente a segunda, com 21 vitórias em 22 corridas. Verstappen ainda destacou que o time teve bons carros em anos anteriores, como no título de 2021, e deixou claro que não culpa somente a tecnologia pelas dificuldades encontradas com o RB21 em 2025.
“Já com as novas regras, tudo funcionou bem em 2022 e 2023. Era o mesmo túnel de vento. Em 2021, também tivemos um carro bem mais forte, em uma geração diferente. E até em 2014, 2015 e 2016, tínhamos um bom carro, mas sem um bom motor. Eu não colocaria tudo na conta disso”, finalizou Verstappen.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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