GM explica drible ao tarifaço de Trump e assegura solidez do projeto da F1
Mark Reuss explicou estratégia de levar produção da Cadillac para os Estados Unidos para evitar taxações e também citou apoio de empresas que garantem segurança do projeto
O presidente da General Motors, Mark Reuss, voltou a garantir que o projeto da Cadillac na Fórmula 1 não será afetado pelas novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após assegurar que a montadora não seria atrapalhada, explicou que está trabalhando para levar o máximo possível da produção para o país, evitando grandes taxações à GM por parte do governo.
No segundo mandato na presidência, Trump adotou polêmica medida econômica: aplicar tarifas de, no mínimo, 10% para qualquer produto importado. Os valores, contudo, variam de local a local. O Brasil, por exemplo, ficou com a tarifa mínima, mas, em meio a uma guerra comercial, a China chegou a ser taxada em 245% — postura revista depois.
“Estamos tentando trazer o máximo possível de produção para os Estados Unidos e evitar as tarifas, mas não a qualquer custo — e isso não acontecerá do dia para a noite. Não existe um botão que desliga automaticamente as tarifas”, afirmou.
O executivo ressaltou que a General Motors já incorporou o impacto em sua projeção financeira mais recente. “Isso não vai afetar este projeto”, assegurou.

A confiança vem do modelo financeiro adotado para viabilizar a entrada na F1. A operação não é bancada exclusivamente pela GM, mas também por uma rede de investidores e patrocinadores pensada justamente para suportar turbulências econômicas. Um dos pilares é Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports — estrutura responsável pela entrada da Cadillac na categoria — e também à frente das empresas Gainbridge e Group 1001.
Além disso, Towriss tem laços com o bilionário Mark Walter e o grupo Guggenheim Partners, o que fornece um colchão financeiro robusto ao time.
“Queremos ter marcas americanas como âncoras do nosso projeto. Mas estamos em um palco global. A estratégia não é exclusivamente americana. E o interesse tem sido tremendo”, garantiu.
O grupo ainda negocia um patrocinador máster, com valores estimados entre US$ 20 milhões e US$ 75 milhões (cerca de R$ 102 milhões a R$ 382,5 milhões) por ano — utilizando como base os acordos da Haas com MoneyGram e Mercedes com Petronas. Outras marcas secundárias também estão no radar e podem ajudar a compensar os custos iniciais com logística e fornecedores.

No mercado de pilotos, Sergio Pérez segue ligado ao projeto. O mexicano traz consigo apoio do bilionário Carlos Slim e marcas como Telcel e Claro, estimando-se que seu valor comercial chegue a US$ 30 milhões (cerca de R$ 153 milhões) por temporada.
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