Russell vê Pirelli no “caminho certo”, mas critica C6: “Sabíamos que C5 seria melhor”
George Russell conquistou o terceiro lugar na classificação do GP da Emília-Romanha usando pneus médios e revelou que menor eficiência do composto macio era previsível
George Russell criticou o novo pneu C6 da Pirelli, que estreia no GP da Emília-Romanha. Os compostos C4, 5 e 6 foram designados como duro, médio e macio, respectivamente. Mas, ao contrário do que normalmente acontece, a opção intermediária da gama se mostrou mais eficiente ao longo do fim de semana, o que ligou sinal de alerta em Ímola. Apesar de reconhecer que buscar soluções mais macias é o caminho certo, propôs alocação pré-determinada para a classificação.
No GP da Hungria de 2023, a Fórmula 1 testou uma alteração no formato da classificação: os pilotos foram obrigados a utilizar pneus duros no Q1, médios no Q2 e macios no Q3. No GP da Itália do mesmo ano, a alocação também foi usada. A ideia não agradou e não voltou a ser utilizada. Para Russell, essa pode ser a alternativa que torne o C6 funcional.
“Sinto que tornar os pneus mais macios para criar mais variação na corrida é o caminho certo, mas já antecipávamos que, em muitas pistas, o C5 seria melhor que o C6“, revelou. “Então fica a questão: devemos voltar ao formato em que somos obrigados a usar compostos duros, médios e macios na classificação?”, questionou.
“Assim, teríamos mais pneus durante os treinos livres e poderíamos andar mais. Os torcedores nos veriam mais na pista. Acho que a alternativa seria boa. Caso contrário, na próxima vez que estivermos em uma pista de média-alta velocidade com o C6, todos usarão o C5 na classificação, e não deveria ser assim“, argumentou.

Russell conquistou a terceira posição na classificação utilizando pneus médios no Q3. Fernando Alonso e Lance Stroll adotaram a mesma estratégia e largarão em quinto e oitavo, respectivamente. A dupla da Aston Martin também usou o composto para terminar o Q2 entre os dez primeiros.
“Era o plano desde antes da sessão“, revelou. “Andei forte com esse composto ao longo do fim de semana. Foi arriscado porque, em nove de dez vezes, será o pneu da largada ou o usaremos em algum momento da corrida”, emendou.
“Então, caso aconteça um furo ou estrague o pneu travando a roda, terei que usar o macio na corrida. Mas foi um risco que valeu a pena correr. Quisemos apostar tudo e estou muito feliz com o terceiro lugar”, concluiu.
Já ao final dos treinos livres, James Vowles alertou para o superaquecimento do C6, que prejudicava a aderência na parte final da volta. Pierre Gasly, que fechou o Q3 em décimo, relatou que os pneus ficaram quente demais após o primeiro setor na pista.
A Fórmula 1 realiza o GP da Emília-Romanha de 16 a 18 de maio, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO na Itália para acompanhar todas as emoções da etapa com os repórteres Bernardo Castro e Leonid Kliuev.
GP da Emília-Romanha de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília
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