Alonso desabafa após “resultado injusto” em Ímola: “Temporada inacreditável”
Fernando Alonso disse que "quase se beliscou" para acreditar que estava disputando posições no pelotão dianteiro e lamentou safety-car virtual que "acabou com a corrida" em Ímola
Fernando Alonso talvez seja o maior decepcionado ao final do GP da Emília-Romanha desde domingo (18), vencido por Max Verstappen. Na entrevista após a corrida, acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, não escondeu a frustração por deixa Ímola sem pontuar após figurar no pelotão dianteiro na primeira parte da prova. O acionamento do safety-car virtual jogou a dupla da Aston Martin para fora do top-10, resultado que considerou injusto.
As atualizações introduzidas neste fim de semana surtiram efeito, e Alonso conseguiu a quinta posição na classificação. Durante a corrida, acompanhou o ritmo de Lando Norris e George Russell no primeiro ‘stint’, até fazer o primeiro pit-stop e perder posições graças ao VSC.
“O carro estava muito forte. Começamos bem, consegui até seguir Norris e Russell, que era mais lento que a gente. Quase me belisquei para acreditar que estava na parte da frente e competindo”, brincou. “Fizemos o pit-stop, estávamos com ritmo para garantir sexto e sétimo, mas o virtual safety-car foi acionado e deu oportunidade para quem não tinha feito a parada ainda não perder posições. Saíram dos boxes à nossa frente com pneus mais novos, e a corrida acabou“, explicou.
“De 100 cenários, 99 eram favoráveis para pontuarmos e apenas um não era, e foi logo o que aconteceu. Vamos torcer para que em outras etapas a gente consiga pontuar mesmo sem merecer, mas o resultado de hoje foi injusto“, lamentou.

O safety-car virtual foi acionado na volta 29 para remover o carro de Esteban Ocon, que abandonou após a curva Tosa. Já na volta 46, quando Andrea Kimi Antonelli estacionou no mesmo ponto do circuito, o carro de segurança foi enviado para a pista.
Apesar da diferença entre os protocolos em incidentes semelhantes, Alonso acredita que o grande problema foi o ‘timing’. “Não faz diferença. Fiscais estavam na pista para tirar os carros, então era necessário o safety-car, virtual ou na pista. A questão foi o momento errado para nós“, garantiu.
Ainda durante a prova, lamentou o acontecido no rádio e afirmou ser “o piloto mais azarado do mundo”. Questionado sobre o desabafo, lembrou de outros momentos onde perdeu bons resultados por questões que fugirão do controle e citou até histórico da carreira.
“A temporada inteira tem sido inacreditável. Estava bem na Austrália, até os freios pegarem fogo. Na China, três pilotos foram desclassificados, mas abandonei. Em Miami, não colocamos pneus de pista seca”, relembrou.
“Hoje, finalmente nosso carro estava forte, poderíamos pontuar por méritos pela primeira vez e o safety-car virtual foi acionado quando estávamos em 12º e 13º. No geral, minha carreira foi marcada por estar nos lugares e momentos errados“, concluiu.
A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, de 23 a 25 de maio, com o GP de Mônaco.
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