Ferrari se vê “contra a parede” com estratégia em Mônaco: “Era impossível ultrapassar”
Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur analisou o resultado de Charles Leclerc e Lewis Hamilton em Mônaco e falou brevemente da próxima etapa da temporada, em Barcelona
Sem ter Lewis Hamilton para ajudar na estratégia, assim como fizeram Racing Bulls e Williams com os respectivos pilotos, Frédéric Vasseur disse que a Ferrari pode ficar satisfeita com o segundo lugar de Charles Leclerc no GP de Mônaco, realizado neste domingo (25). O dirigente analisou o desempenho da dupla na etapa em Monte Carlo e falou brevemente sobre as atualizações para a corrida na Espanha, próxima do calendário.
Depois de liderar todos os treinos livres do fim de semana, o monegasco acabou sendo superado por Lando Norris, da McLaren, por apenas 0s109 na classificação e teve de largar da segunda posição. Ao longo das 78 voltas, porém, não teve condições de ameaçar a liderança do britânico nas estreitas ruas do Principado e cruzou a linha de chegada no mesmo lugar — um resultado que deixou o time de Maranello contente.
“Na quinta-feira, teríamos aceitado o segundo lugar. É verdade que, depois de termos sido os primeiros em todos os treinos livres, esperávamos mais e ficamos um pouco frustrados após a classificação. Mas hoje fizemos nosso trabalho, e ultrapassar era praticamente impossível”, disse Vasseur em entrevista à emissora Sky Sports.
“Com a punição de Lewis, tínhamos apenas um carro para competir contra as McLaren, e isso nos colocou um pouco contra a parede. Charles fez um excelente trabalho, foi constante, esteve sempre lá, mas para nós era impossível atacar”, acrescentou o francês, antes de ser questionado se a ideia de forçar dois pit-stops por piloto surtiu o efeito esperado.

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“É difícil tirar conclusões. Tive a sensação de que algumas equipes jogaram em equipe, fazendo um carro desacelerar para permitir que o outro pudesse ir aos boxes. Claramente, as duas paradas permitem esse tipo de truque e entendo os pilotos quando ficam presos atrás de alguém mais lento na corrida — não é o ideal. Precisamos discutir internamente, junto com as outras equipes, a FIA e a FOM (Formula One Management), para entender o que podemos fazer para melhorar essa situação”, declarou.
Em Barcelona, a nova diretiva técnica da Federação Internacional de Automobilismo sobre a flexibilidade da asa dianteira entra em vigor. Por isso, Vasseur deixou claro que a Ferrari ainda quer analisar como essa medida vai afetar o desempenho das outras equipes antes de pensar em fazer mais atualizações na SF-25.
“A partir da Espanha, teremos um novo regulamento para a asa dianteira, e todas as equipes marcaram essa corrida no calendário como um ponto de virada. Não sabemos exatamente qual será o desempenho dos outros time nessas novas condições. Pode ser um reinício. Mas, por enquanto, vamos nos concentrar em nós mesmos para tentar melhorar em todos os tipos de curvas”, exclamou.
“Demos um bom passo nas curvas de alta velocidade, enquanto esta corrida foi positiva nas de baixa velocidade. Vamos tentar confirmar tudo isso na Espanha, onde todas as equipes terão uma nova asa dianteira, e acho sensato mudar apenas isso para termos um quadro mais claro”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 30 de maio a 1º de junho em Barcelona, que recebe o GP da Espanha, nona etapa da temporada 2025.
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