“Longe de tudo que me conforta”: Dürksen detalha desafios de fazer carreira na Europa
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Joshua Dürksen revelou as dificuldades de ter de deixar o Paraguai aos 15 anos de idade para seguir carreira na Europa
Joshua Dürksen é mais um dos pilotos da categoria de base que está em busca de um espaço na Fórmula 1. Hoje defendendo a AIX na Fórmula 2, o paraguaio já teve algumas boas atuações que lhe destacaram como um dos mais talentosos do grid atual. A caminhada até chegar no último degrau antes da categoria principal, no entanto, não foi das mais simples. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o competidor falou sobre os desafios de ter de deixar o país para seguir em busca do sonho na Europa.
Existem diversos caminhos que podem ser percorridos pelos jovens pilotos que almejam seguir carreira na Fórmula 1. Mas, geralmente, tudo começa no kart ainda na infância e, à medida que vai amadurecendo, os passos são dados nas Fórmulas 4, Fórmulas regionais, Fórmula 3 e, por último, Fórmula 2. A caminhada por si só já é um tanto desafiadora. Mas, de acordo com Dürksen, a situação se complica ainda mais quando não se é europeu.
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Durante a passagem da F2 por Mônaco, o GP conversou com Dürksen e questionou quais eram as maiores dificuldades de deixar a América do Sul para seguir carreira na Europa. O paraguaio, hoje com 21 anos, disse que a parte financeira e a procura por patrocínio de fato é uma questão. No entanto, reforçou que nada se compara à distância de amigos e família que, de certa forma, eram uma zona de conforto.
“É realmente difícil porque o principal problema para nós, sul-americanos, geralmente é o orçamento. Nossa moeda vale consideravelmente menos do que o euro, que é comumente usado aqui no automobilismo europeu. Então, desse ponto de vista, é muito mais difícil para nós, também porque se quisermos seguir nosso sonho de chegar à Fórmula 1, temos de sair de casa bem cedo”, contou Dürksen.

“No meu caso, saí de casa aos 15 anos e tive de ir morar na Europa, longe da minha família, dos meus amigos, da minha escola, de tudo com o que me sentia confortável. Também é muito difícil com os patrocinadores, porque geralmente o mercado sul-americano pode não ser tão forte quanto o europeu, o que também torna tudo mais difícil. Acho que, no geral, para um sul-americano é mais difícil chegar à Fórmula 1 do que para os pilotos europeus”, reconheceu Dürksen.
A Fórmula 2 volta de 30 de maio a 1º de junho com a rodada da Espanha. O GRANDE PRÊMIO acompanha IN LOCO as atividades do fim de semana com o repórter Leonid Kliuev.
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