Mercedes lembra 2021 e vê batida “incompreensível” de Verstappen em Russell
Toto Wolff, chefe da Mercedes, não entendeu o porquê de Max Verstappen jogar o carro para cima de George Russell no final do GP da Espanha
A Mercedes teve um fim de semana complicado no GP da Espanha, com George Russell terminando em quarto, mas tendo uma corrida marcada por um duelo duro com Max Verstappen em pista. Toto Wolff, inclusive, fez questão de falar sobre o episódio que terminou em uma punição de 10s para o neerlandês da Red Bull e analisou o lance como “incompreensível”.
Na ocasião, Verstappen relargou mal na saída do safety-car, já na parte final da prova, e viu Charles Leclerc passar e assumir a terceira posição. Pouco depois, na curva 1, Russell tentou seguir o piloto da Ferrari, mas foi fechado pelo #1 da Red Bull, que espalhou para fora da pista, mas manteve o quarto posto.
Como saiu do traçado e se manteve à frente de Russell, Verstappen foi instruído a deixar o adversário passar. Porém, depois de abrir a porta, acabou jogando o carro para cima da Mercedes e foi punido com 10s e mais 3 pontos na carteira.
“Acabei de descobrir que Max foi instruído a deixar George passar. Durante a corrida, estávamos com a impressão de que tinha um problema no carro, e foi por isso que saiu tão lento da curva 4. Se foi raiva – o que não consigo imaginar, porque foi algo muito evidente – então isso não é bom. Mas a questão é que não sei qual era a intenção dele”, continuou.
“Ele queria deixar George passar e imediatamente retomar a posição? Colocar George à frente? E aí, como nos antigos jogos de DRS, deixá-lo passar do jeito certo?”, especulou Wolff. “Para mim, é simplesmente incompreensível. Mas, de novo, não sei exatamente quais foram as motivações e não quero sair dizendo que foi raiva. Vamos ver quais são os argumentos dele. Não foi algo legal”, continuou.
O dirigente da Mercedes também falou sobre o comportamento de Verstappen e analisou que há um padrão entre os grandes nomes do esporte.
“Existe um padrão. Os grandes, seja no automobilismo ou em outros esportes, só precisam sentir que o mundo está contra eles para então performarem no mais alto nível possível. É por isso que, às vezes, esses grandes nomes não reconhecem que o mundo não está contra eles. É só que eles cometeram um erro ou estragaram tudo”, analisou.
“Não vemos momentos assim com Max há muitos anos. Obviamente, sei o que aconteceu em 2021. Não sei de onde isso vem”, acrescentou.
Wolff também falou sobre o abandono de Andrea Kimi Antonelli, que viu o motor apagar na reta final da prova e foi forçado para a brita logo em seguida. O chefe da Mercedes fez questão de destacar que a culpa não foi do piloto e disse que o problema ainda precisa ser investigado.
“Não foi culpa dele hoje. Tivemos uma falha no motor, pelo que parece. Foi um estouro grande, e parece que a pressão do óleo caiu. Precisamos analisar isso, não é bom”, afirmou.
Por fim, Wolff resumiu como foi a difícil rodada tripla europeia para a Mercedes, que somou apenas 18 pontos nas três etapas desde Ímola.
“Sofrimento. Sofrimento no nível esportivo. E só precisamos entender como podemos competir melhor em condições mais quentes”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.
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