“Preocupante”: Red Bull admite baque após crer em virada forçada por nova asa dianteira
Helmut Marko, consultor da Red Bull, deixou claro que a equipe sofreu um revés importante na Espanha, uma vez que esperava ver forças mais equilibradas após entrada em vigor da nova regra de flexibilidade das asas dianteiras
Se as demais equipes do grid da Fórmula 1 miraram o GP da Espanha e a entrada em vigor da nova regra de flexibilidade da asa dianteira como bala de prata da McLaren, viveram grave decepção. A situação não foi alterada, e a McLaren partiu para mais uma confortável dobradinha. De acordo com a Red Bull, uma situação “preocupante”.
Foi o que afirmou Helmut Marko, consultor da equipe da marca de bebidas energéticas. Sem conter as informações, deixou claro que havia, sim, uma ampla expectativa da parte da Red Bull que a ordem de forças seria modificada com a diretiva das asas dianteiras.
“O fim de semana inteiro foi preocupante”, admitiu. “Estávamos torcendo para que a nova regra, com as asas dianteiras sendo testadas com apenas 10° de flexibilidade, traria melhora considerável”, falou ao canal austríaco Servus TV, de propriedade da Red Bull.
“Mas, essencialmente, nosso carro é lento demais. Estávamos 0s3 atrás, que é exatamente como estávamos no começo da temporada. Isso significa que tudo que trouxemos nesse período, não mudou a situação, ou a McLaren continua o desenvolvimento dela. E melhor que o nosso”, lamentou.

“Achamos que estaríamos em pé de igualdade. Portanto, todo o fim de semana foi decepcionante para Max [Verstappen] — e para todos nós, na realidade — porque vimos que a McLaren é claramente superior”, continuou.
O que Marko deixa claro é que a Red Bull entende perfeitamente que, com o carro do momento, o pentacampeonato de Verstappen em 2025 é praticamente impossível. É preciso tirar constantemente aquilo que o RB21 mostrou em raros momentos que é capaz de fazer.
“Tenho de admitir abertamente. Max ainda está levando a situação ao limite com cada volta, é o único jeito. Dá para ver que Yuki [Tsunoda] está com dificuldades, bem como todos os companheiros de equipe que já teve. Só Max pode realmente se entender com esse carro”, afirmou.
“Nosso carro tem uma janela operacional. Quando tudo está certo, somos tão rápidos quanto a McLaren. O problema é que isso só acontece a cada três ou quaro corridas. A McLaren é sempre competitiva. Se não resolvermos rápido os nossos problemas, a diferença se tornará uma questão grave. São 49 pontos, algo semelhante ao que tivemos de desvantagem com Sebastian [Vettel] em 2013 [Fernando Alonso teve apenas 21 pontos de vantagem para Vettel], e conseguimos dar a volta por cima. Não estamos desistindo ainda, mas será difícil”, finalizou.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.
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