Sainz explica ida para a Williams: “Se não vou para equipes de ponta, ajudo a criar uma”
Carlos Sainz explicou que Williams ofereceu as melhores condições para criar nova equipe de ponta e desconversou sobre ser preterido pelos líderes já estabelecidos no grid
Carlos Sainz assumiu postura estratégica após ser informado de que não continuaria na Ferrari em 2025. Substituído por Lewis Hamilton, preferiu não tomar decisões precipitadas sobre seu futuro e, após meses de avaliação, apostou na Williams. Falando à edição italiana do Motorsport.com, revelou confiança no potencial de crescimento e desconversou sobre não ser escolhido por equipes de ponta.
Sem a chance de ocupar uma vaga nos times mais competitivos, Sainz decidiu abraçar um novo desafio: contribuir com a reestruturação da Williams. Seis meses depois, reforçou a convicção na escolha.
“Levei meu tempo até o verão para verificar se existiam oportunidades em equipes de ponta e avaliar qual seria a melhor alternativa. Não queria tomar a decisão errada. Avaliei tudo com muito cuidado”, explicou.
Questionado sobre por que não foi considerado pelas equipes mais fortes do grid, preferiu manter a discrição. “Cheguei às minhas próprias conclusões, mas vou guardá-las para mim. Acredito que as pessoas na F1 sabem perfeitamente o motivo pelo qual certas escolhas são feitas — mas não preciso explicar isso diante de um microfone”, desconversou.

“Pensei comigo mesmo: se não posso ir para uma equipe de ponta, vou ajudar a construir uma. Vi na Williams potencial para começar uma grande história. Conversei muito com James [Vowles] sobre o projeto que tinha em mente e decidi apostar porque parecia a melhor oportunidade. Hoje estou ainda mais convencido do que quando assinei”, garantiu.
Ainda assim, reconhece que o caminho será longo. Apesar da mudança de regulamento oferecer uma oportunidade de crescimento, o espanhol explicou que é diferente estar entre os principais times e derrotá-los.
“Não acho que estaremos prontos no ano que vem. Seria fantástico dar mais um passo à frente, porque significaria estar com as equipes de ponta. Mas minha experiência na Ferrari também ensinou que é uma coisa estar no grupo, outra é realmente vencer os líderes“, ponderou.
“Neste ano, estamos tendo uma primeira amostra. Em algumas classificações conseguimos brigar de igual para igual com Mercedes e Ferrari, o que não era esperado. Depois cometemos erros que nos custaram muitos pontos, o que mostra que o crescimento de uma equipe não depende só do carro — toda a organização precisa crescer. E acredito que James é a pessoa certa para liderar isso”, afirmou.
“Vamos chegar lá. De certa forma, é melhor aceitar alguns erros nesta temporada — já que ainda não temos um carro que nos permita lutar pelos maiores objetivos”, completou.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.
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