5 coisas que aprendemos no GP do Canadá, 10ª etapa da Fórmula 1 2025
O GP do Canadá entregou ótimas histórias em mais um combate tático que a F1 2025 apresentou. No fim, a vitória de George Russell acabou em segundo plano, diante de uma inesperada batida entre Lando Norris e Oscar Piastri, além de mais um capítulo da rixa entre Russell/Mercedes e Max Verstappen/Red Bull. Mesmo que os pilotos tenham dado sinais de trégua no relacionamento bélico
Se a maior expectativa para o GP do Canadá era para a chance gritante de um enrosco entre George Russell e Max Verstappen na largada, os dois resolveram se desentender na chegada. Neste domingo (15), na prova vencida de forma contundente pelo inglês, Max foi sereno quando as luzes se apagaram, mas o clima bélico voltou a pairar entre as garagens taurinas e prateadas.
Depois da bizarra batida de Lando Norris em Oscar Piastri, em uma corrida que nem seria reiniciada, Russell e Verstappen voltaram a bater de frente. Atrás do safety-car, o inglês pisou no freio e viu o neerlandês ultrapassar. Nos rádios, um pedia que o outro fosse investigado. No fim, nada rolou. Quer dizer, nada rolaria, até a Red Bull protestar e ter o pedido rejeitado pelos comissários.
Russell manteve, assim, a vitória, com Verstappen e Kimi Antonelli completando o pódio. Na sequência veio Piastri, que sobreviveu ao ato desesperado do companheiro de equipe. Norris abandonou ali mesmo, inclusive.
Charles Leclerc e Lewis Hamilton completaram o top-6, em mais um dia de insatisfação total com a Ferrari. Fernando Alonso, Nico Hülkenberg, Esteban Ocon e Carlos Sainz salvaram os últimos pontinhos da etapa do Canadá, com Gabriel Bortoleto fechando em 14º.

E o GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP do Canadá, décima etapa da F1 2025.
Norris passa vergonha e limpa barra de fim de semana morníssimo de Piastri
Parece que Norris estava disposto a limpar a barra de Piastri a todo custo no Canadá. Se no sábado foi com mais um erro bobo no Q3, largando atrás do rival, que penava para encontrar uma volta rápida, no domingo o nível de bobagem transbordou. Lando voltou a mostrar que tinha mais ritmo que Oscar, fez a corrida quase toda um patamar acima e emparelhou nas voltas finais. Sem que uma ordem viesse das garagens papaias, foi para cima, tentou, tentou, não conseguiu e se desesperou. Ao enfiar o carro num espaço minúsculo entre Piastri e o muro, forçou uma colisão com o companheiro e quase acabou com a corrida dos dois. O australiano deu sorte e manteve o quarto lugar, mas sair com 12 pontos a mais que Norris em um fim de semana em que não fez absolutamente nada e que o inglês era claramente mais rápido o tempo todo, pesa. Não vai ser fácil Lando virar essa página, para muito além da pontuação do campeonato.
Red Bull compra briga com Russell e com Mercedes em rivalidade firme
A verdade é que Red Bull e Mercedes podem viver o momento que for, podem ter crises, glórias, vitórias, derrotas, títulos, vergonhas. Tudo isso pode vir e passar, menos essa rivalidade. Christian Horner e Toto Wolff se recusam a deixar que esse clima esfrie e, na primeira possibilidade, causam. O protesto de hoje da Red Bull foi mais um episódio de criação de caos, justamente depois de Helmut Marko dizer que os taurinos não o fariam, depois de Verstappen ter mostrado aceitação com o resultado, celebrado com Russell. É incrível, mas os pilotos desafetos pareceram lidar bem melhor que a chefia energética, com abraços, festa de champanhe e até papo depois da salinha dos comissários. Dentro da pista, tudo indica que Max e George vão voltar a se engalfinhar, mas isso não é uma certeza. Certeza mesmo, só que Horner e Wolff vão dar um jeito de se espetar em um futuro próximo. Como sempre foi e sempre vai ser.

Russell vence, convence no Canadá e se mostra pronto de novo
A Mercedes ainda precisa de uma ajudinha camarada climática, é um time que sofre demais com calor e que segue longe de ser confiável. Russell é o contrário: aquela pecha de piloto instável, de montanha-russa, cada vez fica mais para trás. George faz um 2025 que beira o impecável, aproveita chances, lidera bem a equipe e se impõe de todas as formas, inclusive batendo de frente com Verstappen, algo raríssimo no grid atual. Russell é, no fim das contas, esperança de uma F1 ainda mais quente no futuro, porque tem talento e tem atitude, ainda que não seja, em condições normais, tão fenomenal quanto o neerlandês. Se tiver carro, melhor para o fã da categoria.
Verstappen vai bem no Canadá e corta pontos cruciais pelo título
Indo além da polêmica do protesto e da rivalidade com Russell, Verstappen teve um fim de semana bastante sólido. A Red Bull não brilhou, mas também não se apresentou muito abaixo das rivais diretas. O segundo lugar, assim, saiu de bom tamanho, especialmente porque Piastri esteve apagado e porque Norris ficou doidão. Resta saber agora se o time taurino vai conseguir encontrar alguma regularidade. Encontrando, Max fatalmente vai voltar para a briga pelo título, simplesmente porque está acima dos rivais.

Ferrari vive domingo apático e entrega pontos sem lutar
Chegou a ser constrangedora a forma como a Ferrari simplesmente abriu mão de lutar no Canadá. É muito verdade que os italianos não tinham carro para bater de frente com as três rivais diretas, mas nada de tática? Nenhuma ousadia? Nem mesmo quando Leclerc praticamente implorou? No fim, pontuações baixas e dois pilotos que seguem muito insatisfeitos com o momento que o time vive. E essa frase de Hamilton, pós-corrida, meio que cobrando mudanças internas na Ferrari, deve reverberar.
A Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.
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