Sindicato italiano rebate críticas de Vasseur a jornalistas após boatos sobre Ferrari
Após ataques de Fréderic Vasseur a jornalistas sobre rumores de uma possível saída do comando da Ferrari, sindicato italiano fez uma nota repudiando os comentários do francês
Pressionado no comando da Ferrari, Frédéric Vasseur não esconde o descontentamento com a imprensa, especialmente a italiana. Antes do GP do Canadá, surgiram rumores de que o francês teria três corridas para justificar uma renovação. Tanto a equipe quanto ele negaram veementemente, e com ataques a jornalistas por parte dele. O Sindicato de Jornalistas Automotivos da Itália (UIGA) fez uma nota repudiando os comentários ofensivos.
A informação de que Vasseur teria três GPs para mostrar serviço (Canadá, Áustria e Inglaterra) saiu semana passada pela La Gazzetta dello Sport. Enquanto que o Motorsport Itália e Corriere dello Sport apontaram Antonello Coletta, líder da Ferrari no Mundial de Endurance (WEC) como possível substituto.
Frédéric ficou bastante irritado com os rumores. Primeiro, citou desrespeito e disse que os boatos eram “para foder com o time”. Depois, voltou a atacar a imprensa, ao dizer que “sabe que precisa vencer e não precisa de jornalista falando isso”. A mídia italiana não deixou passar batido e fez uma nota repudiando as declarações do atual chefe da Ferrari, sem mencionar o nome dele.
“Nos últimos dias, algumas declarações vindas do mundo do automobilismo lançaram uma luz importante sobre uma situação que nos preocupa muito: o papel e a responsabilidade da informação esportiva, em particular quando ela se aproxima de áreas delicadas como as da dinâmica interna de uma equipe ou de uma sociedade”, iniciou o comunicado.

“Um famoso chefe de equipe de uma equipe italiana expressou preocupação com a difusão, por parte de uma parte da imprensa, de notícias não confirmadas sobre possíveis mudanças na cúpula da área técnica, consideradas prejudiciais para o clima interno do time”, seguiu.
“Em detalhes, ele destacou como alguns rumores sobre figuras importantes das equipes concorrentes podem criar insegurança entre os trabalhadores e alimentar tensões que dificultam ainda mais a realização de metas esportivas ambiciosas”, continuou.
“A UIGA mantém a necessidade de reafirmar um princípio simples e fundamental: o jornalismo esportivo, como toda forma de informação profissional, deve sempre se inspirar na imparcialidade, na verificação dos fatos e na consciência do contexto em que atua”, destacou.
“Nenhuma pressão, direta ou indireta, pode ou deve restringir a liberdade de imprensa. Mas essa liberdade é ainda mais valiosa quando é acompanhada de uma total adoção de responsabilidade”, enfatizou.

“Não é função dos jornalistas ‘apoiar’ uma equipe, mas sim relatar honestamente o que acontece. No entanto, isso nunca pode justificar a disseminação de notícias não verificadas que correm o risco de comprometer equilíbrios já complexos, com repercussões humanas e profissionais concretas”, prosseguiu.
“Nesse sentido, a controvérsia levantada nos últimos dias, além dos tons, representa uma oportunidade útil para refletir, como categoria, sobre o equilíbrio entre o direito de informar e o respeito pelas pessoas em uma temporada de mídia em que a velocidade e a espetacularização provavelmente terão melhor qualidade, devemos defender o valor de informações apuradas, precisas e independentes”, encerrou o comunicado.
A Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.
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