Dunne sofre duro golpe com desclassificação, mas apavoro em TL1 da Áustria é o que vale

São poucos os novatos que se arriscam a acelerar um F1 para testar limites no TL1, mas Alexander Dunne ao menos comprovou aquilo que já se sabe, afobamento à parte na F2: ele é muito rápido

A desclassificação por infração técnica na corrida 2 da rodada da Áustria da Fórmula 2 foi aquilo que chamamos de ‘pecado’ para Alexander Dunne. Mais uma vez, ele brigou o quanto pôde para levar o carro da Rodin ao pódio, ainda que o afobamento esteja constantemente presente. Mas absolutamente nada disso interessou no final das contas, já que a impressionante estreia no TL1 do GP da Áustria da Fórmula 1 roubou completamente a cena.

Primeiro, claro, aos fatos: a McLaren tem um foguete nas mãos em 2025, o que significa que não precisa de muito para se colocar o carro papaia no grupo da frente na tabela de tempos. Dunne ainda participou da primeira sessão de treinos livres com o bólido de Lando Norris, que desde o Canadá conta com uma suspensão dianteira atualizada pensada para melhorar a sensação do piloto ao volante.

Além disso, o chefe, Andrea Stella, pontuou que a volta em 1min05s766 foi feita com o tanque vazio. É, portanto, uma combinação de fatores que não pode de forma alguma ser descartada. Só que mesmo assim, não tem como não se admirar com um novato que senta pela primeira vez em um carro de F1 e fica em quarto, apenas 0s1 atrás do piloto titular da mesma equipe — e que, detalhe, é o líder do Mundial.

Dunne falou em “melhor dia da minha vida” quando ainda estava no carro. Mas veio de Stella o feedback que melhor traduz a impressão que se tem quando se assiste a uma performance do irlandês: não há dúvidas de que ele é um piloto rápido.

Alex Dunne impressionou ao ser quarto no TL1, a 0s1 de Piastri (Foto: McLaren)

E ousado também, vale destacar, pois poucos são os novatos que se arriscam a acelerar um F1 para testar o limite em um treino livre. Andrea Kimi Antonelli, por exemplo, fez isso no ano passado, no TL1 do GP da Itália, e foi parar no muro, dando um trabalho e tanto para os mecânicos de George Russell. Por isso é sempre comum vê-los adquirindo quilometragem e andando um pouco mais atrás.

Mas Dunne não perdeu a chance de tirar, ainda que um pouquinho, a imagem de estabanado que teima em persegui-lo na F2. E para que desse certo, dedicou-se extensivamente ao programa desenhado pelo time de Woking para a sessão.

“Primeiro de tudo, antes de avaliarmos o tempo de volta, creio que temos de reconhecer que ele passou por um extenso plano de teste, com atualizações instaladas, trabalho aerodinâmico e alguns ajustes no volante. Coisas que não dá para ver na TV, mas que definitivamente mantêm o piloto ocupado”, contou Stella em entrevista à emissora inglesa de TV Sky Sports.

Foi, portanto, um trabalho muito bem executado e que, de certa forma, oferece à McLaren uma opção das mais interessantes a longo prazo — ou até médio, visto que o mercado de pilotos da F1 é sempre uma caixinha de surpresas. Mas ainda é tempo de muita preparação para Alex, que ainda tem a segunda metade toda da F2 pela frente para virar de vez a página dos incidentes e conter o experiente Richard Verschoor. Velocidade para isso, ele tem de sobra.

Fórmula 2 retorna já neste fim de semana, de 4 a 6 de julho, para a rodada da Inglaterra, oitava da temporada 2025.

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