Ben Sulayem desdenha de críticas de opositor à presidência da FIA: “Simplesmente ri”
Tim Mayer, candidato da oposição à presidência da FIA, disse que o mandato de Mohammed Ben Sulayem é um "reinado de terror". O atual presidente desdenhou dos comentários e disse ter pena do opositor
Tim Mayer, ex-comissário-chefe e candidato da oposição à presidência da Federação de Automobilismo (FIA), disse que o mandato de Mohammed Ben Sulayem é um “reinado de terror”. O atual presidente desdenhou dele e dos comentários, dizendo que sente pena do opositor.
Mayer confirmou a candidatura na semana passada, antes do GP da Inglaterra, e vai concorrer com Ben Sulayem nas eleições de dezembro. Refletindo sobre a situação atual da FIA, o americano disse que a o grupo atual “merece uma liderança que lhes forneça ferramentas, uma visão, recursos e, acima de tudo, não tenha um reinado de terror toda vez que entrar no escritório”.
Os dois já tem um histórico antes mesmo de concorrerem à presidência do órgão regulador do esporte. Em novembro do ano passado, Mayer afirmou que a saída do posto de comissário era fruto da participação dele em uma audiência para multar os promotores do GP dos Estados Unidos por causa de uma invasão de pista. De acordo com Tim, Ben Sulayem entendeu que alguns dos documentos apresentados eram um “ataque pessoal a ele”, o que culminou com uma demissão por mensagem de texto.
“Simplesmente ri”, disse Mohammed à Reuters sobre os comentários de Mayer. “Na verdade, estava sorrindo. Comentei que quem quer que esteja dizendo isso, está desconectado da FIA, sinceramente. Vá até lá, entre e veja. Sente-se com eles, diga que é só entre você e eles e faça a pergunta. Acho que talvez ele esteja confundindo o período”, seguiu.

“Sinto muito pelas pessoas que dizem isso. Elas estão desconectadas da FIA. Ele [Mayer] trabalhou como comissário. Mas isso não significa que você seja um membro do órgão regulador do esporte. Você não é da equipe”, ressaltou.
“Tenho outras coisas para fazer. Estou muito ocupado. Não vou entrar nessa onda de campanha em que respondo a alguém. Ele é livre para dizer o que quiser”, destacou.
“Mas a FIA é maior do que eu, maior do que qualquer um. Não se trata da mídia. Uma coisa é muito clara: são os membros que votam. Não é qualquer um que está aqui para votar. Se eles decidirem que me querem, ou que querem X, Y, Z, é com eles. E sei que o que estou fazendo é bom para os membros. Tenho sido muito direto com o pessoal”, salientou.
“Vamos esperar a assembleia geral e ver se vão me tirar de lá. Eles têm o poder de me remover. O que importa são os membros. E quando os vejo, estão sorrindo. Talvez eles estejam sorrindo, de verdade ou não, mas a decisão é deles”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho, em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
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