F1 2025 encerra 1ª metade com duelo interno da McLaren e sofrimento das rivais

A primeira metade da F1 2025 chegou ao fim com uma disputa pelo título já reservada a apenas dois pilotos: Lando Norris e Oscar Piastri, a dupla da McLaren. Com tamanho domínio papaia, Ferrari, Mercedes e Red Bull brigam por migalhas e precisam pensar muito mais em 2026 e no novo regulamento de motores

A temporada 2025 da F1 é, até aqui, um monólogo da McLaren. Com 9 vitórias em 12 corridas, a equipe papaia tem em mãos um carro impressionante, em nível muito perto dos melhores dos últimos tempos, daqueles equipamentos realmente feitos não apenas para ganhar, mas para dominar. O reflexo se dá na tabela de pontos: o Mundial de Construtores já é dos caras e o Mundial de Pilotos só vai sair de Lando Norris ou Oscar Piastri se uma hecatombe se abater sobre a segunda metade do ano dos britânicos.

Na briga por equipes, a McLaren tem 460 pontos anotados, ou, em outras palavras, mais que o dobro dos 222 da Ferrari, segunda colocada. A Mercedes tem 210, a Red Bull aparece com 172. São ainda 11 das 12 corridas no pódio, 9 das 12 com os dois pilotos no top-3 e 7 poles. O MCL39 é avassalador e, ainda por cima, capaz de melhorar, afinal, tudo que é atualização funciona por lá.

E é justamente nas atualizações que reside um ponto crucial para definir o que vai ser dessa briga pelo título. Isso porque Piastri começou o ano bem mais forte, na frente nos pontos, mas especialmente no controle do carro. Só que, com a suspensão nova, Norris voltou a ficar confortável e já consegue tirar tudo do bólido. Ou seja, essa vantagem do australiano já foi embora.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Oscar Piastri foi quem abriu mais forte a F1 2025, mas já tem Lando Norris na cola (Foto: AFP)

Outra vantagem que foi embora também é a da pontuação do campeonato e, consequentemente, no momento, no anímico. Norris tem 3 vitórias nas últimas 5 corridas, em um período que Piastri só levou a melhor na Espanha. Nas últimas duas, Áustria e Inglaterra, Norris no topo.

Há ainda algo que não pode ser perdido de vista na análise da briga pelo título. Piastri surgia favorito semanas atrás não apenas pelos pontos ou vitórias conquistas, mas também por algo que até soa mais subjetivo, mas que tinha importante base de retrospecto: o australiano parecia mais confiável que Norris, visto que o inglês dava sinais bem maiores de refugadas ou de não responder bem quando a coisa apertava. Também não é mais tão assim.

O recorte do GP da Emília-Romanha para cá revela um Piastri mais inseguro e menos brilhante: Oscar perdeu desempenho e cometeu mais erros, como o inexplicável no final do safety-car na Inglaterra, que entregou a vitória no colo do rival. Ao mesmo tempo, ainda que esteja claramente mais confortável, Norris segue sendo incógnita, alguém difícil de apostar de verdade a favor. Ou seja, é uma disputa que vai para a segunda metade da F1 2025 realmente 50% x 50%, praticamente como a pontuação está agora.

Ao resto, migalhas. A grande verdade é que Ferrari, Mercedes e Red Bull já nem fazem mais questão de esconder que pensam em 2026. E precisa ser assim mesmo, diga-se. É claro que Max Verstappen é capaz de coisas impressionantes, mas nem o neerlandês parece capaz de conseguir tantos milagres em um espaço tão curto de tempo, especialmente porque os taurinos não inspiram confiança e porque não há sinal algum de queda da McLaren.

O destino de Max Verstappen é absolutamente chave para o desenho da F1 2026 (Foto: AFP)

Aliás, falando da Red Bull, o foco da temporada parece evidente e não está dentro das pistas, definitivamente. Ainda mais com a saída confirmada de Christian Horner, tudo orbita na luta desesperada para manter Verstappen no time, segurando o avanço, especialmente, da Mercedes.

De resto, é tentar arrumar a casa para 2026. O campeonato deste ano já foi e o novo regulamento se desenha perigoso para os taurinos, não só porque o carro anda estranho, mas porque o motor diferente vai exigir muito, ainda mais em um projeto próprio, com o carimbo da Ford, mas sem nada de Honda, definitivamente.

Na Mercedes, a confiança em cima do novo motor é maior, a falta de perspectiva em 2025 é igual e o objetivo é o mesmo: ter Verstappen na equipe. O desafio dos prateados, porém, é convencer Max que o projeto seja bom o bastante para deixar o time que virou casa na última década. Não chega a ser simples também, não. Dentro das pistas, ver se para de sofrer tanto com o calor, mas, de novo, isso já está em segundo plano.

E aí tem a Ferrari. Os italianos já olham mais para a pista que as duas rivais diretas e, diante de todas as circunstâncias, são favoritos naturais a um pouco empolgante vice-campeonato. É claro que o trabalho para 2026 tem de ser pesado por ali também, mas fazer Charles Leclerc se reconectar com a esquadra e adaptar de uma vez Lewis Hamilton são movimentos absolutamente chaves para entrar bem no próximo regulamento.

Faltam ainda 12 corridas, mas, pensando em campeonato, Red Bull, Ferrari e Mercedes não conseguem ver a hora da F1 2025 acabar de uma vez. E a McLaren reza para não ter uma crise interna para gerir, mas sorri diante de um amasso daqueles na concorrência.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!