Piastri lembra títulos na base e diz que “não existe fórmula mágica” para vencer
Oscar Piastri afirmou que pressão para ser campeão na Fórmula 1 é semelhante à que enfrentou nas categorias de base e recordou títulos conquistados de formas diferentes
Oscar Piastri minimizou a pressão enfrentada na briga pelo título da Fórmula 1 e afirmou que as conquistas nas categorias de base o ensinaram que não existe “fórmula mágica” para ser campeão. Líder do Mundial de Pilotos desde abril, viu a vantagem para Lando Norris cair para apenas oito pontos após as vitórias do companheiro nas últimas duas etapas, mas garantiu que a experiência em títulos passados o ajuda a lidar com o momento.
Entre 2019 e 2021, Piastri venceu seguidamente Fórmula Renault, Fórmula 3 e Fórmula 2, cada campanha com características distintas. O histórico o ensinou que a chave é equilibrar velocidade, regularidade e saber assumir riscos no momento certo.
“Os títulos que ganhei na base me ensinaram que não há só uma maneira de ser campeão, pois foram bem diferentes. Na Fórmula Renault, era rápido, mas cometi vários erros. Na F3, talvez faltasse um pouco de velocidade pura, mas fui muito consistente. Na F2, felizmente, consegui combinar consistência e ritmo. Não existe uma fórmula mágica”, afirmou em entrevista à revista RACER.
“Consistência é uma parte enorme disso, com certeza. Mas é preciso ser constantemente rápido e assumir riscos quando necessário. É um jogo de equilíbrio. Do ponto de vista da pressão, no entanto, é bem familiar. Essa parte é a mais parecida com o que já vivi”, ponderou.

A temporada 2025 também tem um tempero extra: a disputa interna com Norris na McLaren. Para Piastri, o cenário tem vantagens e desvantagens. Ainda destacou ainda as dificuldades estratégicas quando dois pilotos brigam pelo título no mesmo time.
“Em alguns aspectos é mais fácil, porque você vê o que seu adversário faz. Sabe como pilota e como está usando o carro, então tem mais informações. Mas isso também funciona ao contrário”, analisou.
“Quando chega a hora da corrida e das estratégias, só um pode parar primeiro. Às vezes, alguém vai perder bastante tempo. É uma situação mais difícil de gerenciar para a equipe do que para os pilotos”, explicou.
Ainda assim, elogiou como a situação está sendo conduzida, tanto pela equipe quanto pela dupla. “O trabalho que estamos fazendo é muito bom. Não tem sido sempre tranquilo, mas a capacidade de superar esses obstáculos é o que vai nos permitir ter sucesso a longo prazo”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
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