Do novato Hadjar ao veterano Hülkenberg: ‘F1 B’ entrega grandes atuações em 2025
Em um ano cheio de novatos, Isack Hadjar foi quem mais impressionou até agora, com brilho e consistência em uma Racing Bulls que ganha vida nas mãos dele. Mas o francês não está sozinho na 'F1 B': o veterano Nico Hülkenberg briga seriamente para ser o melhor piloto da temporada, enquanto Alexander Albon domina um dificílimo duelo interno contra Carlos Sainz. E Pierre Gasly busca manter a Alpine respirando
Se a temporada 2025 da F1 caminha a passos largos para ter uma decisão de título interessante, mas totalmente reduzida aos carros da McLaren, há boas histórias no resto do pelotão. Mais especificamente falando da ‘F1 B’, nomes como Isack Hadjar, Alexander Albon e Nico Hülkenberg se destacam fortemente. Três caras de três gerações diferentes, aliás.
Olhando para essa faixa do pelotão, é justo colocar Hülkenberg como destaque maior, inclusive. Aos 37 anos, o alemão talvez viva a melhor fase da carreira, justificando a todo momento a repescagem que recebeu da Haas pouco tempo atrás. E o ápice disso tudo veio no improvável primeiro pódio da carreira no GP da Inglaterra, em atuação espetacular na chuva.
Peça fundamental e escolhida a dedo para iniciar o trabalho da Audi na F1, Nico começa a dar resultado bem antes do esperado. Quer dizer, é fato que a Sauber evoluiu de maneira impressionante em relação ao começo do campeonato, mas o alemão faz coisas impressionantes, como o sétimo lugar na Austrália, ainda com o pior carro do grid, e o quinto na Espanha, já com o time atualizando de forma sólida o bólido verdinho.
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Hülk ainda se mostra um ótimo companheiro de equipe para Gabriel Bortoleto, que faz parte do time dos estreantes em 2025. Na real, ótimo de relacionamento, de feedback para a equipe, mas duríssimo de comparativo. O brasileiro, por exemplo, passa longe de fazer um péssimo ano, mas, tirando nas classificações, raramente conseguiu bater de frente com o alemão, e isso vai de leitura de corrida até os detalhes da tocada, claro.
E a verdade é que a garotada vive um ano de altos e baixos. Em alguns casos, como os de Franco Colapinto, Liam Lawson ou Jack Doohan, que nem está mais no grid, quase só de baixos, mas a dificuldade é geral. Ao mesmo tempo que mostram velocidade, ainda cometem erros, o que é absolutamente normal de estreantes, afinal. E por isso o 2025 de Hadjar é tão especial.
Isack também tem contratempos, ainda não é o piloto mais seguro do mundo, mas apresenta uma versão muito melhor que a dos tempos de categorias de base. Quer dizer, não que alguém aqui duvidasse do talento e do potencial do francês, muito longe disso, mas a forma como Hadjar tem lidado com as adversidades é bem mais positiva do que na F2 2024, por exemplo.
Prova disso foi o fato de ter batido antes mesmo da largada logo na corrida de estreia na F1 e, logo depois, emendado dois Q3, pontuação. O GP de Mônaco foi o auge do jovem rapaz na categoria até aqui, mas um número que mostra bem do que é feito é o de nunca ter caído no Q1. Com uma Racing Bulls, é um tremendo marco.

Mas há ainda caras que não são nem superveteranos e nem estreantes, mas que se destacam no feroz pelotão intermediário. Em 2025, provavelmente os principais nomes são de Alexander Albon, Pierre Gasly e Esteban Ocon.
Dos três, o melhor até agora é Albon, sem dúvidas. Diante de um duelo que no papel era duríssimo contra Carlos Sainz, o tailandês domina as ações, das posições de largada aos pontos no campeonato, realmente sendo a face da Williams em uma temporada que pode ser a da redenção de Grove.
Colegas de geração de Albon e ex-companheiros e desafetos de Alpine, Gasly e Ocon também fazem temporadas honestas, mas com limitações claras. Alpine e Haas são os carros mais limitados do momento, e isso faz com que o ano dos dois franceses seja uma montanha-russa. Ainda assim, são bons valores da F1 2025 e certamente merecem mais prestígio no grid. Principalmente Gasly.
No fim das contas, Hadjar, Albon e Hülk não são mesmo os únicos destaques do pelotão intermediário, mas representam bem o que é a ‘F1 B’ quase que ano após ano: repleta de bons pilotos e democrática, sim, com caras de 20, 29 e 37 anos, por exemplo, arrumando um lugarzinho especial nos holofotes.
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