Chefe da Sauber diz que saída da Red Bull veio depois de “situação difícil no trabalho”

Jonathan Wheatley admitiu que o ambiente de trabalho na Red Bull ficou muito ruim após o anúncio da saída de Adrian Newey e que o motivou a sair da equipe também. O britânico também comentou que a oferta da Audi era irrecusável

Jonathan Wheatley deixou a Red Bull em 2024, após quase 20 anos. Ele se juntou à Sauber e hoje é chefe de equipe de Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg. O britânico admitiu que o anúncio da saída de Adrian Newey causou uma situação difícil no trabalho dentro do time dos energéticos, que o motivando a sair.

Desde a polêmica de Christian Horner no início do ano passado, a Red Bull passou por uma espécie de implosão. Newey foi o primeiro nome de peso a pular fora do barco e, não demorou muito para Wheatley fazer o mesmo. 

Jonathan afirmou que ficou muito incomodado com os rumores sobre a saída dele da equipe taurina, já que de uma hora para outra se tornou um alvo para a mídia.

“Sendo sincero, começaram a surgir muitos rumores em Miami no ano passado”, iniciou o chefe da Sauber ao Racing News 365. “Não fiquei feliz e, na época, tinha um perfil muito discreto na mídia, de propósito. E, de repente, meu nome estava em todos os jornais, o que criou uma situação difícil no trabalho”, seguiu.

Christian Horner (à esq.), Adrian Newey e Jonathan Wheatley (de máscara) (Foto: Red Bull Content Pool)

“Mas o que causou isso foi que houve muitas abordagens e você começa a pensar em sair, porque as pessoas estão obviamente muito interessadas em saber onde você poderia estar”, explicou.

“Acho que minha mentalidade também era a de que havia assinado um contrato e que o honraria do início ao fim. Não sou o tipo de pessoa que assina um acordo e depois tenta se livrar dele porque há uma oferta um pouco diferente”, destacou.

“Quando me comprometo com uma equipe, eu me dedico com ela. Passei 16 anos na Benetton/Renault, quase 20 anos na Red Bull, e também não tenho intenção de sair daqui [Sauber/Audi], então isso despertou o interesse de muitas equipes”, salientou.

Em 1° de agosto de 2024, Jonathan foi anunciado como chefe de equipe da Sauber e seria um dos líderes da transição para Audi na F1, junto de Mattia Binotto, ex-Ferrari.

Jonathan Wheatley é chefe de Gabriel Bortoleto na Sauber (Foto: Sauber)

Wheatley não pensou duas vezes quando recebeu a proposta da montadora alemã, em termos de planejamento e futuro na F1. “Não precisava deixar o Reino Unido para avançar em minha carreira, mas nenhuma delas [as conversas com outras equipes] chegou perto do quão empolgante é o projeto da Audi”, refletiu.

“Ainda me emociono com isso. Ainda é um momento de beliscar a si mesmo quando você percebe que no ano que vem vai haver uma transformação completa. Será tudo muito diferente. E fazer parte dessa jornada novamente, como fiz na anterior, desde o início, não dá para descrever o quanto é emocionante. Nada poderia ter chegado perto”, admitiu.

Porém, antes de aceitar o cargo de chefe de equipe na Sauber, Jonathan precisaria se mudar para a Suíça. A confirmação só veio depois da inesperada aprovação da esposa, Emma.

“Originalmente, iria morar em um apartamento na Suíça. Minha esposa e eu manteríamos a casa no Reino Unido e visitaríamos quando fosse necessário. Mas no momento em que Emma se comprometeu a vir para a Suíça também, a peça final do quebra-cabeça se encaixou”, encerrou.

Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.

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