Hülkenberg diz que “seria alvo fácil” de Gasly e justifica 2º pit-stop na Bélgica

Nico Hülkenberg explicou a opção pela segunda parada quando já estava correndo no top-10 e afirmou que a escolha foi dele, já que Pierre Gasly estava bem próximo

A Sauber tinha tudo para pontuar com ambos os carros no GP da Bélgica, realizado neste domingo (27). Porém, depois de Nico Hülkenberg escalar para a nona posição, o sonho ficou distante quando o #27 foi para os boxes fazer uma segunda parada. Com isso, caiu para fora da zona de pontuação e não conseguiu se recuperar. 

Depois da prova, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Hülkenberg explicou que a escolha pela segunda parada veio dele mesmo, já que Pierre Gasly estava muito próximo e pressionando pelo décimo posto. Àquela altura, Gabriel Bortoleto estava em nono e já tinha invertido as posições com o alemão, que ocupava o décimo posto. 

Portanto, pensando em ter uma chance de ganhar mais ritmo e depois recuperar o terreno perdido, Hülkenberg fez uma segunda parada, mas não conseguiu voltar ao top-10 e cruzou a linha de chegada em 12º. 

“Sobrevivemos para ficar à frente de Pierre e daquele grupo, considerando também que estávamos com mais downforce e ele com menos. Então, quando entrou no meu vácuo e foi se aproximando, seríamos um alvo fácil ali. Por isso chamei a segunda parada, para tentar me recuperar — o que, obviamente, não aconteceu direito”, explicou Hülkenberg. 

Nico Hülkenberg chegou a correr no top-10, mas perdeu terreno (Foto: Sauber)

“Bem, achamos que tínhamos uma chance, mas nunca se sabe. Estar no trenzinho de DRS obviamente não ajudou, mas com 15 voltas para o fim, você pensa que talvez esse trenzinho vá se desfazer e, quando chegar lá, será diferente — mas não foi. É só o típico cenário de corrida mesmo”, seguiu. 

Perguntado pelo GRANDE PRÊMIO se a corrida, que contou com um atraso de 1h20 por causa da chuva, foi divertida, Hülkenberg confirmou, mas também disse que foi estranho começar a correr tão tarde em Spa-Francorchamps

“A água parada não estava ruim depois que começamos, mas, obviamente, a visibilidade é sempre o ponto crítico, e é difícil. Mesmo quando largamos, a pista já estava bem seca, mas a visibilidade ainda era desafiadora nas primeiras voltas. Foi meio esquisito esperar tanto tempo e só começar tão tarde da tarde”, finalizou Hülkenberg. 

Fórmula 1 volta de 1º a 3 de agosto em Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14º da temporada.

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