5 coisas que aprendemos no GP da Bélgica, 13ª etapa da Fórmula 1 2025

Depois de um atraso gigantesco por conta da espécie de alergia da F1 atual à água, o GP da Bélgica não entregou grandes coisas. Destaque para a dupla da McLaren, claro, protagonista da temporada 2025: positivo para Oscar Piastri, em ótima execução de corrida, mas negativo para Lando Norris, que cansou de perder chances. De novo

O GP da Bélgica passou longe de ter sido um sucesso. Em mais um episódio constrangedor da total falta de capacidade da F1 atual em correr com pista molhada, a prova atrasou por mais de 1h e, quando começou, não empolgou. Neste domingo (27), por mais que Oscar Piastri tenha vencido em atuação digna de elogios, a disputa em Spa não pegou.

E não pegou muito também por conta de Lando Norris, mais uma vez. Tem toda falta de ação da direção de prova em liberar a disputa, claro, mas a falta de tudo do inglês chama a atenção. Lando chegou em segundo, depois de perder a ponta numa largada em movimento, algo raríssimo de acontecer. E depois triturou os pneus duros e chegou quase no mesmo estado dos médios de Piastri. Um desastre.

O pódio ainda teve Charles Leclerc, em ótima atuação para segurar Max Verstappen, especialmente quando a pista ainda estava molhada. George Russell, na sequência, fez o que dava com uma Mercedes totalmente desengonçada, na frente de um grande Alexander Albon e de Lewis Hamilton, em fabulosa exibição na chuva, compensando o resto do fim de semana que foi muito ruim.

Liam Lawson chegou em oitavo, seguido por Gabriel Bortoleto, nono colocado e presente no top-10 o tempo todo no fim de semana, sem deixar cair e se impondo na Sauber. Pierre Gasly também pontuou, quase que de forma heroica, com uma Alpine cada vez pior.

Oscar Piastri teve grande atuação em vitória na Bélgica (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

E o GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Bélgica, 13ª etapa da F1 2025.

Piastri sobe bem, Norris cai com gosto: a gangorra da McLaren na F1 2025

É difícil achar estabilidade na briga pelo título da F1 2025, e o GP da Bélgica mostrou isso mais uma vez. Depois de fazer uma sequência de seis corridas bem estranhas, com exceção do GP da Espanha, Piastri renasceu, executando perfeitamente a prova do começo ao fim: largada corajosa, bom ritmo e um cuidado impressionante com os pneus médios, que eram de gama mais macia que o normal em Spa. Só que a gangorra continuou agindo, já que é praticamente impossível ver Oscar e Lando bem ao mesmo tempo. Norris bem que tentou cavar uma largada em movimento, reclamando da chuva, mas jogou ela fora ao sair muito estranhamente do safety-car, acelerando cedo, permitindo que Piastri grudasse e passasse depois. Ainda teve nova chance de ouro ao optar pelos pneus duros e ir até o final com folga, enquanto o companheiro penaria com o desgaste. No fim, teve desgaste também, deteriorou os compostos e nem pressão conseguiu fazer no australiano. Norris tem questões com pressão, sim, mas não só isso: comete erros técnicos que não condizem com o status que tem e o que almeja hoje.

Leclerc salva pódio na unha, Hamilton desfila, Ferrari vive dia de paz

Enfim, a paz parece ter reinado na Ferrari. Não se sabe até quando, provavelmente não dure uma semana, mas reinou na Bélgica. Leclerc fez um fim de semana excelente, tirou tudo e mais um pouco do carro atualizado e mais ainda ao segurar Verstappen no molhado. E Hamilton, que caminhava para uma das etapas mais vergonhosas da carreira, acordou com o pé direito no domingo e basicamente fez chover, com o perdão do trocadilho. Ninguém ganhou mais posições que o heptacampeão, descobrindo cada atalho do traçado mais ou menos molhado. Lewis queria mais ação na chuva, inclusive. E tem razão. De repente vinha um top-5 aí numa dessas. Que fique claro, porém: pouquíssimo disso tudo parece ter a ver com a tal atualização bombástica da suspensão, viu? É muito mais acerto de configuração e trabalho dos pilotos, pelo menos em Spa. A ver na Hungria.

Max Verstappen está próximo de ficar na Red Bull em 2026 (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

Verstappen fica de mãos atadas na Bélgica. Mas quase renovação salva semana da Red Bull

A Red Bull venceu a sprint em atuação mágica de Verstappen, mas logo teve um choque de realidade no domingo: mesmo ajustando bem a configuração para evitar que o neerlandês ficasse batido como na Inglaterra, o carro simplesmente não ia. Max foi quarto, Yuki Tsunoda nem pontuou de novo e, no fim das contas, foi mais uma etapa como quase todas as outras dos taurinos em 2025, totalmente dependentes do brilho da estrela maior. O saldo, no entanto, acabou extremamente positivo. Não só pelo resultado, quer dizer, definitivamente não por ele: Max encaminhou de vez a permanência para 2026 e nada mais importa para o time e para Laurent Mekies, que assumiu a chefia com essa missão definitiva de segurar o homem.

Russell faz o que dá com Mercedes sofrível. E Antonelli fica longe dos pontos

O fim de semana tétrico da Mercedes na Bélgica ainda acabou com pontos graças ao esforço impressionante de Russell, que ainda foi ao top-5. Sem ritmo, o inglês correu sozinho quase o tempo todo, mas fez cedo uma boa ultrapassagem para cima de Albon, clareando os caminhos. No outro lado da garagem, Kimi Antonelli teve reação bem tímida e não conseguiu reescrever o destino de uma etapa pífia. O italiano tem 15 pontos nas últimas 7 etapas. E todos conquistados no Canadá. Meio assustador isso e bem preocupante.

Gabriel Bortoleto fez mais um ótimo trabalho em Spa (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

Bortoleto pontua e se impõe na Sauber em ótimo fim de semana na Bélgica

O fim de semana de Bortoleto na Bélgica foi excelente. Pela performance, claro, com top-10 quase o tempo todo, segurança nas classificações e nas corridas, uma atuação bem mais sólida desta vez na chuva, por ter superado Nico Hülkenberg. Mas teve mais: aquele rádio pedindo para a Sauber inverter as posições e, principalmente, o fato de ter sido tão rapidamente atendido, aquilo mostra o prestígio que o rapaz já tem no time, mesmo diante de um companheiro excelente e que faz uma temporada absurda. Precisava dos pontos, mas também da demonstração de como é bem visto pelo time suíço. Pode ser a virada de chave no ano de novato de Gabriel.

Fórmula 1 volta de 1º a 3 de agosto em Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14º da temporada.

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