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Pilotos ressaltam grande competitividade e alto nível na primeira etapa da Copa Grande Prêmio de Kart

A Copa Grande Prêmio de Kart teve sua primeira etapa no último final de semana, na Granja Viana. Em uma tarde de muito calor, os pilotos ressaltaram o alto nível e a competitividade da primeira corrida da temporada
Warm Up / GUILHERME BLOISI, de São Paulo / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo / VINÍCIUS PIVA, de São Paulo
 Primeira etapa da Copa GRANDE PRÊMIO DE KART 2019 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
A Copa Grande Prêmio de Kart acelerou pela primeira vez na temporada no último final de semana. No grande calor que atingiu a Granja Viana no sábado (2), a etapa de abertura do calendário foi extremamente disputada e já mostrou o alto nível que o campeonato vai ter neste ano.
 
O grande vencedor do dia foi Sidney Rogério, em uma bateria final que contou com nada menos que 26 pilotos. Marcos Alemão, Fabio Nakiri, Alfredo Salvaia e Gustavo Ariel foram quem completou o pódio da primeira corrida da taça Edgard Mello Filho.
 
Após a última disputa da tarde, os pilotos aproveitaram para deixar suas impressões sobre a primeira etapa. E as opiniões foram quase unânimes: corridas muito disputadas e muito calor na pista.
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Confira as declarações dos pilotos:
 
Sidney Rogério, primeiro: “A corrida de hoje foi muito difícil porque, além do alto nível de pilotos, o calor estava muito forte, desgastou todo mundo. Logo na classificação, eu estava em quarto ou quinto, e um minuto antes de fechar a classificação caí para além de 12º. Foi uma corrida difícil porque larguei lá atrás. Logo na largada, consegui passar mais de seis pilotos, fiz uma ultrapassagem arriscada largando por fora, podia não ter dado certo, mas deu. Ao longo da corrida, fui negociando e ultrapassando os pilotos aos poucos. Do meio para frente, o Alemão e eu fizemos uma parceria e conseguimos nos distanciar dos outros pilotos, e isso fez a diferença para que no final a gente brigasse. E, no finalzinho, consegui levar a melhor para ganhar a corrida.”
 
“É muito interessante porque a estratégia é saber em qual parte do circuito você está mais rápido do que seu adversário. Porque os karts têm desempenhos diferentes em partes da pista, então como você sabe que a corrida acaba entre as voltas 21 e 22, você tem de dar o bote entre as voltas 20 e 21. Foi o que aconteceu, quando vi que era a última volta dei o bote e consegui segurar o Alemão no final”.
 
“Por conta do meu desempenho nessa corrida já posso sonhar mais em ser campeão do primeiro mini-torneio. Mas, acho que a estratégia ideal é o que eu fiz no ano passado, que é a constância de bons desempenhos. Ao longo do campeonato, você pega alguns karts bons, outros ruins, o importante é sempre ter um bom desempenho nas corridas, mesmo que não ganhe. Por exemplo, no ano passado eu não ganhei nenhuma corrida e mesmo assim levei a classificação para as 500 Milhas. Meu objetivo é ser constante neste ano também”.
 
Márcio Alemão, segundo: “Tive sorte de ter um kart bom, o grid é muito bom, muito forte. A vitória tem de vir a cada etapa mesmo. O nível dos pilotos é muito alto, e qualquer um que pegar um kart bom vai para frente. Tem de ter uma cabeça boa, e o Sidney e eu fizemos uma boa corrida. Disse a ele para nos ajudarmos, ele entendeu, e no final fomos beneficiados. Isso é importante: ter a cabeça boa, fazer uma corrida tranquila, sem estresse, e usar o artifício que tem na hora que precisar.”
 
Fabio Nakiri, terceiro: “O traçado escolhido permitiu muitas disputas. Na eliminatória, consegui uma boa largada; porém a minha alegria terminou três curvas depois, quando fui atingido e despenquei de P5 para P18. Restou apenas buscar a classificação para a final, terminando a corrida em P12”. 
 
“Na etapa final, consegui um ótimo equipamento; larguei em P8 e fui vítima de uma nova confusão na curva 3. Como tinha um bom kart nas mãos, mantive a tranquilidade e conquistei posições uma a uma, chegando em P3. Bom início de campeonato e, mais do que tudo, garantindo a honra de receber o troféu das mãos de um ídolo de infância, Edgard Mello Filho. Inesquecível!” 
Primeira etapa da Copa Grande Prêmio de Kart 2019 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Alfredo Salvaia, quarto: “Foi bem legal. Na preliminar, consegui fazer a pole, consegui terminar em segundo a corrida. E na final, larguei em sétimo e estava bem disputado. Esse ano está bem mais competitivo. A final com 26 karts em um sol de 40ºC, um sol para cada um. Larguei em sétimo e terminei em quarto depois de me livrar de uns enroscos na primeira volta. Então, para mim, foi uma etapa bem positiva.”
 
“[O pódio é] Ainda mais porque só a final vale pontos, então é importantíssimo pegar pódios e ser constante. Como são três corridas no torneio, é importantíssimo estar no pódio nas três corridas. Não necessariamente precisa ser o primeiro ou o segundo, mas estar no pódio já te ajuda bastante a tentar a vaga nas 500 Milhas”.
 
Gustavo Ariel, quinto: “Foi uma etapa voltando das férias, muito quente, mas deu para fazer uma corrida muito boa. É isso, tentar se manter entre os cinco em todas as etapas, próxima etapa vamos forçar um pouco mais para tentar chegar entre os três. Quero tentar uma consistência, se não der no primeiro torneio, acho que no geral com certeza vou conseguir. Muito feliz em estar aqui novamente, vamos  no final do ano para a terceira 500 Milhas consecutiva.”
 
“É bom, na classificatória acabei chegando em quarto, então quarto e um quinto, sempre virando entre os primeiros é muito bom. É muito bacana estar andando na frente, agora a galera que entrou no campeonato só eleva o nosso nível e com certeza a cada ano que passa no final do ano vamos ter uma equipe ainda mais forte para as 500 Milhas.”