Glock controla vantagem em Oschersleben e vence primeira na temporada do DTM. Quinto, Wehrlein volta à liderança

Timo Glock largou na frente, contou com Bruno Spengler e António Félix da Costa brigando pela segunda posição e nunca foi ameaçado na primeira corrida do final de semana do DTM em Oschersleben. Augusto Farfus foi quarto, seguido por Pascal Wehrlein, que somou dez pontos contra nenhum de Mattias Ekström e voltou à ponta do campeonato

Adiada por uma neblina muito forte, a primeira corrida em Oschersleben neste sábado (12) começou bem depois do que deveria, mas foi tranquila na pista. Embora apenas pelo meio do pelotão. Na frente, nada muito emocionante. Timo Glock largou na frente e venceu de ponta a ponta. É a primeira vez em dois anos que o alemão consegue ir ao lugar mais alto do pódio.
 
Atrás até teve uma certa disputa. Bruno Spengler largara em quinto, mas muito bem. O terceiro lugar virou segundo após a passada por António Félix da Costa na segunda relargada. O português, por sua vez, ficou com a terceira colocação e volta ao pódio, o que não acontecia desde a vitória em Zandvoort.
 
Augusto Farfus tentou forçar logo na largada e acabou freando tarde demais. As duas posições que ganhou – de Spengler e Félix da Costa – teve de devolver e nunca mais recuperou. Atrás dele, nenhuma pressão muito forte. 
 
Pressão esta que não chegou porque Pascal Wehrlein tinha problemas de superaquecimento – coisa com a qual a Mercedes sofreu, já que Gary Paffett teve a mesma coisa. Mas o piloto reserva da Mercedes na F1 ficou com o quinto lugar e é o novo líder do campeonato com 130 pontos. É a recuperação da liderança após o incidente com Timo Scheider na Áustria.
 
Marco Wittmann, Tom Blomqvist, Martin Tomczyk, Miguel Molina e Daniel Juncadella encerraram o top-10. Então líder do campeonato, Mattias Ekström ficou apenas com a 14ª posição.
Timo Glock dominou em Oschersleben (Foto: BMW Motorsport)

Confira como foi a corrida:

 
A complicada curva 1 de Oschersleben fez as primeiras vítimas logo de cara. Jamie Green e Nico Müller se tocaram e acabaram rodando. Na briga pelas posições frontais, Augusto Farfus demorou a frear e acabou passando António Félix da Costa e Bruno Spengler por fora da pista – e teve de devolver as posições. 
 
Pela confusão atrás, naturalmente o safety-car foi chamado. A causa, apesar de nenhuma das batidas ter sido muito forte, foram os destroços deixados na reta.
 
Com a chegada do carro de segurança, Timo Glock seguia na frente, seguido por Félix da Costa, Spengler, Farfus, Pascal Wehrlein, Marco Wittmann, Martin Tomczyk, Tom Blomqvist, Miguel Molina e Edoardo Mortara no top-10.
 
A relargada aconteceu na quinta volta, com Spengler freando tarde para passar por Félix da Costa pelo segundo lugar. Mais uma vez, problemas. Robert Wickens, dessa vez com uma parte do carro se soltando após um toque com Mike Rockenfeller. Safety-car que voltava, e o piloto da Mercedes foi aos boxes para abandonar a prova. 
 
Segunda relargada na volta sete. Nenhuma grande mudança na frente, mas Green, após rodar na primeira volta, também abandonou. E Christian Vietoris também perdeu um pedaço do carro.
 
O toque entre Wickens e Rockenfeller na segunda relargada foi colocado em investigação na sequência. Primeiro Rockenfeller, depois foi decidido que ambos teriam de se encontrar com os comissários.
 
Nas voltas 14 e 15, a Mercedes descobriu que tinha um problema endêmico. Primeiro Gary Paffett perdeu o controle do carro e foi aos boxes com superaquecimento. Em seguida, Wehrlein reportou pelo rádio que também estava com a mesma dificuldade. Ouviu, então, que tinha a opção de ir aos boxes ou permanecer na pista. Quinto colocado, ficou.
O próximo com problemas foi Mortara. Ao ser passado com extrema facilidade por Maxime Martin e Timo Scheider, estava claro que havia algo errado. Ele recolheu logo em seguida. 
 
Na frente, no entanto, tudo seguia semelhante. A quatro minutos do fim, Glock tinha 2s143 de vantagem para Spengler, com Félix da Costa, Farfus, Wehrlein, Wittmann, Blomqvist, Tomczyk, Molina e Daniel Juncadella no top-10.
 
No meio do pelotão, ainda havia disputa. Lucas Auer chegou a tocar Mattias Ekström com certa força na disputa pela 14ª posição, mas o piloto da Audi – e então líder do campeonato – se manteve nos trilhos. Quem também brigava era Martin – atacando Scheider – pela 11ª posição, mas Maxime não conseguiu tirar da cartola.

A prova terminou, então, na vitória de Glock. O top-10 seguiu sem qualquer mudança. A segunda corrida acontece neste domingo.

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