Lamborghini busca “parceiro certo” para voltar à classe GTP do IMSA SportsCar em 2027

CEO e presidente da divisão de automobilismo da Lamborghini, Stephan Winkelmann detalhou as etapas necessárias para retomar o programa do hipercarro SC63 no cenário do endurance

Depois de abrir mão do Mundial de Endurance (WEC) e manter uma participação limitada no IMSA SportsCar em 2025, a Lamborghini anunciou a suspensão do programa da SC63 para a próxima temporada. Porém, isso não significa o fim do protótipo LMDh da marca italiana, que segue em busca de parceiros para retomar o projeto no mínimo em 2027. 

Stephan Winkelmann, CEO e presidente da divisão de automobilismo da Lamborghini, explicou qual seria o perfil ideal de parceiro para que a SC63 volte às pistas o mais breve possível. Para a marca, é importante ter ao lado uma equipe que “faça acontecer” e tenha o conhecimento e o dinheiro para operar o hipercarro. 

No final de 2024, a Lamborghini rompeu com a Iron Lynx, que operava a SC63 no WEC e no IMSA SportsCar. Nesta temporada, a Riley é a responsável pelo protótipo LMDh da marca nos Estados Unidos

“Precisamos encontrar o parceiro certo”, explicou Winkelmann. “Na minha opinião, esse é o ponto mais importante. Estamos constantemente em busca de alguém que possa assumir e fazer acontecer na pista. Esse seria um dos maiores focos para nós. Se você me perguntar se queremos voltar, a resposta é sim. Se me perguntar se isso vai acontecer, já não sei”, seguiu. 

Lamborghini abriu mão do WEC ao final de 2024 (Foto: Iron Lynx)

“Estamos procurando um parceiro que consiga entender que esse tipo de corrida é muito mais complexo do que o que tínhamos no passado, que tenha o poder financeiro para liderar o projeto e também o conhecimento de como gerir uma equipe e contar com os pilotos certos para isso”, finalizou Winkelmann. 

Já o diretor-técnico da Lamborghini, Rouven Mohr, explicou que o retorno, caso aconteça, deve se limitar ao IMSA SportsCar, já que a categoria é um “parceiro ótimo” e representa um “mercado relevante”. Além disso, também apontou para os altos custos do WEC. 

“Se analisarmos a situação agora, fica claro que, antes de tudo, o IMSA é muito importante, porque é o nosso mercado mais relevante. Em segundo lugar, o IMSA, pelo lado esportivo, pelo show e pelo que entregam, é uma categoria fantástica e um ótimo parceiro também no lado do GT3”, disse Mohr. 

“Temos de ser honestos: se olharmos apenas para os fatos, o WEC é muito mais caro. Se não resolvermos o problema para o IMSA, também não vamos resolver para o WEC. Não porque não gostemos do WEC. Le Mans é uma das maiores corridas do mundo, mas infelizmente é muito mais caro”, concluiu o dirigente.

Lamborghini pausou programa do hipercarro SC63 (Foto: Bruno Terena/GRANDE PRÊMIO)

IMSA Sportscar 2025 retorna entre os dias 8 e 11 de outubro, com a Petit Le Mans, última etapa da temporada. Neste evento, as quatro classes estarão no grid: GTPLMP2GTD Pro e GTD. O GRANDE PRÊMIO transmite com exclusividade para o Brasil.

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