Alegando segurança, FIA estipula limite de potência “instantânea” de 1000hp para protótipos LMP1

A potência dos protótipos LMP1 será reduzida no ano que vem com a FIA alegando razões ligadas à segurança para deixar mais 'mansos' os carros do WEC

Haverá um limite de potência "instantânea" para os protótipos da classe LMP1 do Mundial de Endurance em 2016. A decisão foi oficializada pela FIA nesta quarta-feira (30) em reunião do Conselho Mundial da entidade.

"O Conselho Mundial aprovou a proposta da Comissão de Endurance para limitar a potência utilizável para os sistemas de recuperação de energia na LMP1 devido à segurança, para evitar a possibilidade de um acionamento instantâneo de potência (motor + híbrido) de mais de 1000hp", diz o texto da entidade.

Neel Jani quebrou o recorde de Le Mans neste ano, e deve continuar com essa marca por um bom tempo (Foto: Porsche)
Na temporada 2015, tanto a Porsche, inscrita na subclasse de 8MJ de potência híbrida, quanto a Toyota, na subclasse de 6MJ, dizem que seus protótipos atingem uma potência total que passa dos quatro dígitos.

No entanto, considera-se no meio do WEC que as velocidades já estão altas o bastante. Em Le Mans, neste ano, a pole-position foi conquistada por Neel Jani, da Porsche, com um tempo de volta recorde de 3min16s887.

Fora isso, já era esperada uma queda na performance dos carros devido à redução na quantidade de combustível que cada time poderá usar. Em 2016, será preciso trabalhar com 10 MJ a menos nas 24 Horas de Le Mans, e uma conta proporcional será feita para as demais etapas.

A ideia é que, desde que o atual regulamento foi introduzido em 2014, as montadoras já fizeram avanços que tornam possível este estímulo ainda maior à eficiência dos motores. A expectativa é de que os tempos de volta em Le Mans voltem a ficar acima dos 3min20s.

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