Ao lado de Kanaan, McMurray e Larson, Dixon comanda vitória da Ganassi nas 24 Horas de Daytona. Fittipaldi é 2º

A Ganassi, comandada por Scott Dixon, Tony Kanaan, Jamie McMurray e Kyle Larson, conquistou a vitória neste domingo (25) das 24 Horas de Daytona, a corrida que abriu o campeonato 2015 da United SportsCar

A Ganassi mais uma vez mostrou sua força em Daytona e venceu neste domingo (25) a maratona de 24 horas da etapa que abriu o campeonato da United SportsCar em 2015, no famoso circuito da Flórida. E Scott Dixon foi quem estava ao volante do Ford EcoBoost Riley DP #02 na bandeirada da vitória.

O neozelandês, que iniciou também a corrida no sábado, dividiu a pilotagem com o companheiro na Indy, Tony Kanaan, além dos dois representantes da Nascar, Jamie McMurray e Kyle Larson. 

Ganassi venceu as 24 Horas de Daytona neste domingo (Foto: AP)

A prova ainda viu um acidente sério a menos de 18 minutos do fim, quando o líder da classe Prototype Challenge, Colin Braun, bateu forte e viu seu carro quase ser tomado pelo fogo. Por conta do resgate, a corrida ficou em bandeira amarela por cerca de dez minutos, mas retomou o ritmo normal com oito para o fim.

As últimas voltas viram ainda uma disputa de pilotos da Indy, entre Dixon e Sébastien Bourdais, que vinha em segundo no Corvette #5, que tinha como colegas o brasileiro Christian Fittipaldi e João Barbosa. A batalha foi intensa, especialmente devido à bandeira amarela anterior, mas Dixon soube se segurar na ponta até o fim e ainda abriu vantagem para assegurar o triunfo.

A terceira posição na corrida ficou com outro Corvette, pilotado por Ricky Taylor. Na verdade, Jordan Taylor estava no modelo #10 e perseguindo Dixon na parte final, mas precisou parar para uma troca de pilotos e acabou perdendo a posição.

Confira como foi a corrida:

Depois de um revezamento na ponta, inclusive com os companheiros de equipe do carro #01, Dixon tomou de vez a ponta da corrida de longa duração ao passar Ricky Taylor na penúltima rodada de paradas nos boxes. Mas Taylor não foi embora, ficou na perseguição durante o próximo período na pista. Só após o último pit-stop, o neozolandês conseguiu fazer o time dos sonhos da Ganassi abrir alguns segundos na ponta. 
 
Na sequência, Taylor teve de parar nos boxes uma vez mais, apenas para sair do volante e deixá-lo para o irmão, Jordan. Ricky estava perto de passar da barreira de quatro horas seguidas na direção, algo não permitido. Como o pit  estava fechado, a mudança ainda causou um drive-through, fazendo a segunda colocação também escapar das mãos dos irmãos Taylor e Max Angelelli.
 
Quem levou a melhor foram os campeões da United SportsCar, Christian Fittipaldi e João Barbosa, acompanhados Sébastien Bourdais, que guiou o carro da Action Express no trecho final. Faltavam menos de oito minutos para o fim quando eles passaram.
 
A vitória do quarteto da Ganassi, dividido em dois da Indy e dois da Nascar, fez de McMurray apenas o terceiro piloto da história a ter vencido tanto as 24 Horas de Daytona quanto a Daytona 500. A companhia do americano nessa seleta lista é de Mario Andretti e AJ Foyt, duas das maiores lendas do automobilismo dos Estados Unidos.
Kanaan, por sua vez, é o quarto brasileiro a ganhar a prova. Antes dele, Christian, Raul Boesel e Oswaldo Negri também já ergueram a taça. Além disso, a Ganassi, vencedora pela sexta vez,  faz o protótipo Ford EcoBoost triunfar em seu segundo ano sendo utilizado na prova.
 
Na quarta colocação, outra dupla regular da categoria, Antonio García e Jan Magnussen, acompanhados de Ryan Briscoe, completaram as 740 voltas apenas um pouco à frente da BMW #25 de Augusto Farfus, Bill Auberlen, Dirk Werner e Bruno Spengler, que brigou pelo posto até os metros derradeiros.
 
Na classe PC, o carro #52 com Tom-Kimber Smith, Mike Guasch, Andrew Novich e Andrew Palmer saiu com a vitória, auxiliados pela batida de Colin Braun, que liderava antes com certa folga. Segundo Jonathan Bennett, outro dos pilotos e chefe da equipe, um toque em outro carro danificou o pneu e acabou facilitando a batida, seguida de fogo saindo do protótipo #54. 

Pole-position, Negri andou nas primeiras posições enquanto deu, mas uma batida de John Pew e problemas mecânicos na sequência acabaram fazendo o quarteto que ainda tinha AJ Allmendinger e Matt McMurry cair para a 11ª colocação, 35 voltas atrás da liderança.

Quem tem muito do que se lamentar é o time formado pelos brasileiros Chico Longo, Daniel Serra, Andrea Bertolini e Marcos Gomes, que fazia boa prova até passar patinar óleo deixado na pista após o carro #44 da Porsche atropelar um gambá. Longo, então, perdeu o carro e acabou batendo. Já iam mais de 19 horas quando a equipe teve de deixar a corrida.

O time de Rubens Barrichello e dos parceiros Ryan Hunter-Reay, Brendon Hartley, Scott Mayer e Tor Graves, por sua vez, tiveram problemas mecânicos e não conseguiram ultrapassar 15 horas na pista. Bruno Junqueira chegou a liderar na classe em dado momento, mas acabou não terminando a disputa.

As imagens das 24 Horas de Daytona
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SOB NOVAS CORES

A Sauber terá uma nova pintura na temporada 2015 da F1 – uma bem parecia com a que a Carlin, da GP2, teve em 2014. Não é coincidência que as duas equipes têm em comum Felipe Nasr como um dos pilotos. O novo layout vai divulgar o patrocínio do Banco do Brasil. Assim, o carro suíço vem azul e amarelo neste ano, pode confirmar o GRANDE PRÊMIO.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

A PRIMEIRA IMAGEM
Dentro da proposta de mostrar pequenos detalhes do novo carro para a temporada 2015 da F1, a Ferrari divulgou um vídeo, de apenas 15s, que revela Sebastian Vettel já dentro da criação deste ano da icônica equipe italiana.
 
A esquadra de Maranello vai apresentar o modelo para o campeonato deste ano no próximo dia 30 de janeiro.

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A COISA ESTÁ FEIA

Em situação falimentar, a Sauber pena para desenvolver o C34 porque usou todo o dinheiro que recebeu de Felipe Nasr, Marcus Ericsson e a FIA para pagar o que devia. Não fosse a Ferrari a parceira que é, a equipe suíça teria caído fora do campeonato junto com a Caterham e a Marussia. O GRANDE PRÊMIO conta os bastidores da escuderia que vai ter de se virar para tentar alinhar seus carros no GP da Austrália, daqui 50 dias.

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