Aston Martin suspende programa com Valkyrie para hipercarros no WEC

A marca britânica, que vai colocar seu nome no grid do Mundial de F1 no lugar da Racing Point, atribuiu sua decisão sobre a interrupção do programa dos hipercarros do WEC à convergência de regulamento com o IMSA SportsCar, que começaria a valer a partir da temporada 2020/21. Entretanto, a Aston Martin assegura que vai permanecer na competição nas classes GT

A Aston Martin anunciou, na última quarta-feira (19), a decisão de interromper o programa que pretendia colocar o protótipo Valkyrie como hipercarro no grid do Mundial de Endurance a partir da temporada 2020/21. A marca, que vai ingressar na F1 a partir de 2021 como novo nome da Racing Point depois que Lawrence Stroll virou acionista da montadora, optou por suspender o projeto dos hipercarros por conta da convergência de regulamento do WEC com o IMSA SportsCar, situação que criou uma nova categoria comum às duas competições, a LMDh.
 
A marca deixa claro que está disposta a trabalhar com o WEC e o IMSA SportsCar para encontrar “um caminho adequado para qualquer participação futura”. Contudo, a marca assegura que vai continuar no Mundial de Endurance nas classes LMGTE-Pro e LMGTE-Am. A questão diz respeito somente ao projeto dos hipercarros.
 
Andy Palmer, CEO da Aston Martin Lagonda, deixou claro que o objetivo da marca de “competir pela vitória geral nas 24 Horas de Le Mans permanece inalterada, mas é justo que reavaliemos nossa posição à luz de uma mudança significativa no cenário que não era antecipada quando nos comprometemos no ano passado”.
A Aston Martin desenvolveu o hipercarro Valkyrie em conjunto com a Red Bull (Foto: Aston Martin)
“Entramos na Aston Martin no WEC e em Le Mans com o entendimento de que estaríamos competindo com máquinas similares e fabricantes com a mesma opinião. A situação mudou e faz sentido pausar e reconsiderar nossas opiniões”, salientou.
 
A fala do comandante da marca foi endossada por David King, vice-presidente e diretor-operacional da fábrica britânica.
 
“Com essa mudança que vai acontecer na competição, a decisão de interromper nossa participação no WEC com os hipercarros nos dá tempo e espaço para respirar e estudar com calma o estado do mais alto nível do esporte a motor e o nosso lugar”, afirmou David King.
 
“Competir contra nossos rivais mais próximos do GT faz sentido. O Vantage está vencendo em algumas classes na competição mais feroz do esporte a motor, e isso deve continuar”, emendou o executivo.

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