Porsche revela que planejou formar trio com Alonso, Montoya e Hülkenberg para 24 Horas de Le Mans

Depois de ver o impacto causado no esporte a motor com um piloto em atividade na F1 vencendo as 24 Horas de Le Mans, Nico Hülkenberg em 2015, a Porsche cogitou formar um time dos sonhos para o ano seguinte em Sarthe. No entanto, Fernando Alonso não obteve autorização da Honda, assim como Juan Pablo Montoya, vetado pela Penske. Le Mans naquele ano foi realizada no mesmo fim de semana do GP da Europa de F1, realizado em Baku

O mundo do automobilismo poderia ter visto um segundo vencedor da Tríplice Coroa, e não se trata de Fernando Alonso. Em 2016, a Porsche planejou colocar em um dos seus LMP1 para as 24 Horas de Le Mans um trio de peso formado por Juan Pablo Montoya, Alonso e Nico Hülkenberg — que havia vencido em Sarthe um ano antes ao lado de Nick Tandy e Earl Bamber. 
 
No entanto, a Honda, fornecedora de motores da McLaren naquela temporada e responsável por boa parte do salário de Alonso, vetou a participação do espanhol. A Penske, equipe que Montoya defendia na Indy, também não autorizou a presença do colombiano em Le Mans. E Hülkenberg não pôde defender a vitória na mais importante das provas de endurance porque o GP da Europa de F1 foi marcado para 19 de junho, mesmo dia em que terminou as 24 Horas de Le Mans daquele ano.
 
A vitória em 2016 ficou com a Porsche, com Romain Dumas, Neel Jani e Marc Lieb a bordo do 919 Hybrid. A marca venceria mais uma vez, no ano seguinte, antes de encerrar seu projeto do LMP1 no Mundial de Endurance. A Porsche segue ligada à categoria com seu programa de GTs e, a partir da temporada 2019/20, começa oficialmente seu envolvimento com a Fórmula E.
A Porsche considerou formar um trio de peso para as 24 Horas de Le Mans em 2016 (Foto: Porsche)

Fritz Enzinger, diretor da Porsche e chefe de esportes a motor do Grupo Volkswagen, revelou os planos da marca em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’. “Tivemos conversas com Alonso e Montoya, e Hülkenberg já havia pilotado para nós. Teria sido incrível”, comentou o dirigente, que ficou empolgado com a ideia de recrutar pilotos de peso de ver o tamanho do impacto que a vitória com Hülkenberg em 2015 causou no ambiente da F1.

 
“Só nos demos conta do significado depois da vitória com Nico Hülkenberg. O interesse por parte de pilotos top por um lugar em nossa equipe para Le Mans foi enorme. Foi muito lisonjeiro para a Porsche”, disse.
 
“Poderíamos escolher os pilotos e estivemos em contato com vários. Houve conversas bem avançadas com Juan Pablo Montoya. Ele estava nos Estados Unidos naquele momento e estava muito interessado porque também já havia vencido a Indy 500 e em Mônaco. Só lhe faltava Le Mans para a Tríplice Coroa. E ele se divertiu muito pilotando o carro no teste do Bahrein em 2015”, lembrou.
 
Mas tanto Montoya como Alonso foram vetados por Penske e Honda, respectivamente. E o conflito de datas estabelecido pela F1 naquele ano tornou inviável trazer pilotos renomados da F1 para correr em Le Mans em 2016.
 
“Sempre é um desejo deixar o fim de semana de Le Mans livre da F1. Mas em 2016, infelizmente, aconteceu um GP no mesmo fim de semana. Foi muito ruim. Existe uma grande tradição de pilotos da F1 competindo em Le Mans”, complementou.
 
Com a saída de Bernie Ecclestone e a chegada de Chase Carey e do Liberty Media à gestão da F1, a categoria e Le Mans se aproximaram, com Carey dando a bandeirada de largada em Sarthe em 2017 e encerrando o conflito que havia entre as duas partes. Desde então, as 24 Horas de Le Mans e a F1 não coincidem datas no calendário.

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