“Eu não sei nada além do que vocês sabem, pois não me lembro de nada. Não só do acidente, mas do dia todo. Não tenho memórias, então não posso ajudar. Temos algumas imagens, sabemos mais ou menos o que aconteceu e ainda está sob investigação na Audi. Mas nada mais. Então eu estava fora do carro por dois meses e corri no Japão antes de voltar para a LMP1 em Austin. No fim, com certeza, foi uma temporada difícil para mim, especialmente porque perdi a corrida mais importante da temporada. E quando você vê as imagens, vê que foi uma batida grande, mas significa muito para mim ver que os caras em Ingolstadt fizeram um ótimo trabalho para garantir que o carro seja seguro”, disse.
Duval explicou que procurou ver o acidente, mas que não há imagens suficientes.
“Eu queria ver, também para tentar aprender. Como não dá para ver muitas imagens, é difícil”, declarou.
O gaulês do Audi #1 comentou que, apesar de sempre ser um esporte perigoso, é a adrenalina que move a paixão dos pilotos pelo automobilismo.
“Você sempre precisa de um pouco de sorte. Posso dizer que sou sortudo por ter a chance de correr em Le Mans, mas você sempre precisa de um pouco mais. É o automobilismo. Ainda é um esporte perigoso, mas todo mundo melhorou a segurança. As fabricantes, a FIA, mas sempre seremos um esporte perigoso. Mas, por outro lado, também é por isso que amamos, pois tentamos ir o mais rápido possível em condições diferentes”, falou.
Loïc Duval teve um ano de 2014 marcado por um forte acidente em Le Mans (Foto: Gabriel Pedreschi)
Perguntado se estava mais lento depois do acidente, Duval garantiu que não sente nada diferente e lembrou que
foi o mais veloz em Austin.
“Dizem que pilotos perdem décimos ou segundos por causa disso. Décimos, eu não sei, mas segundos com certeza não! Pode ser, mas, para ser honesto, como não lembro de nada, não tenho problema para entrar no carro. Em Austin, a melhor volta de um Audi foi minha. Então parece que estou OK para guiar o carro”, completou.
Como perdeu as 24 Horas de Le Mans com cortes na perna e no pescoço, Duval aparece na oitava colocação na classificação geral com 66 pontos, 36 a menos que os companheiros Lucas Di Grassi e Tom Kristensen, que ficaram na segunda colocação na pista francesa ao lado do espanhol Marc Gené.
Só sobraram destroços do carro de Duval em Le Mans (Foto: Twitter/Autosprint)
O GRANDE PRÊMIO cobre 'in loco' o Mundial de Endurance em Interlagos com os repórteres Renan do Couto e Gabriel Curty e o blogueiro Rodrigo Mattar. Acompanhe o noticiário aqui.
SANDUÍCHE DE PRESUNTO, NÃO
Ainda na volta de apresentação, enquanto liderava o pelotão para a largada, Rubens Barrichello disse no rádio que ele e a equipe precisavam fazer o “arroz com feijão” na prova decisiva em Curitiba. Dito e feito. É bem verdade que Barrichello levou um pequeno susto no início, mas isso não o tirou da zona confortável para garantir a taça. E com o terceiro lugar, o ex-piloto da F1 e da Indy se sagrou campeão da Stock Car.
É o primeiro título do paulista desde a conquista da F3 Inglesa em 1991. Fora da briga pelo campeonato, Daniel Serra venceu com tranquilidade a corrida curitibana. Átila Abreu bem que tentou tirar o título de Rubens, mas acabou mesmo em segundo. Cacá Bueno foi o quarto, enquanto Allam Khodair completou o top-5.
Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.
UMA NASCA DE BACANA
O jejum foi enfim quebrado. Depois de 23 anos esperando, Rubens Barrichello conquistou um título neste domingo (30), após terminar em terceiro na prova final do calendário da Stock Car, em Curitiba. O resultado foi suficiente para o piloto sagrar-se campeão da categoria.
Para isso, o piloto precisou escapar de uma "casca de banana". E evitou longos agradecimentos senão "ia ficar até o 'Fantástico'".
Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.
AFASTA UM POUCO
O GRANDE PRÊMIO preparou uma galeria com 100 imagens marcantes da carreira de Rubens Barrichello, que se sagrou campeão da Stock Car neste domingo em Curitiba. Com o recorde de participações na F1 e uma experiência que não teve êxito na Indy, o piloto de 42 anos acabou com um hiato de 23 sem títulos — o último havia sido em 1991 pela F3 Inglesa.
Veja a galeria completa.
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