Só jogadores de futebol e astros do rock sentem algo parecido com vitória em Le Mans, diz Duval
Conta-giro: Loïc Duval, que faturou neste fim de semana a 100ª vitória da Audi no endurance, venceu as 24 Horas de Le Mans pela primeira vez em 2013, ao lado de Tom Kristensen e Allan McNish, realizando o sonho que tinha desde pequeno, quando começou no automobilismo na mesma Sarthe
Natural da pequena Chartres, a menos de uma hora de Le Mans, Loïc Duval cresceu como todo garoto que gosta de automobilismo: sonhando em andar na F1. Mas esse não era o único desejo do francês, hoje com 31 anos. Tão próximo da corrida de endurance mais importante do planeta, Duval queria, também, subir ao alto do pódio das 24 Horas de Le Mans. Esse sonho foi realizado neste ano.
Correndo pela Audi ao lado do nove vezes vencedor Tom Kristensen e do três vezes vencedor Allan McNish, Duval pôde, enfim, apreciar a vista que se tem do mais alto degrau de Sarthe. Poucos, segundo ele, têm a chance de sentir algo parecido – só jogadores de futebol e astros do rock.
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Em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, Duval descreveu o que as 24 Horas de Le Mans e, principalmente, a vitória conquistada neste ano, significam para sua carreira e sua vida.
A importância que ele dá é tamanha que, apesar de ocupar a liderança do Mundial de Endurance a três etapas do fim, a meta de 2013 já foi cumprida. O WEC é o plano B.
“Le Mans é a prioridade. É o maior evento, o mais importante. Talvez, a maior corrida do mundo. Depois você tem a segunda opção, que é vencer o campeonato. Se eu tiver que escolher entre ser campeão e ser um vencedor das 24 Horas, eu escolheria Le Mans”, assinalou Duval.
“Nasci a menos de uma hora de Le Mans, comecei minha carreira nos karts em Le Mans, comecei nos carros em Le Mans. Então significa demais para um piloto. Alguns pensam demais em F1. É claro que eu pensava, mas poder vencer as 24 Horas…”
“Você coloca muita energia nisso. Você espera o ano inteiro por aquele dia, aquele fim de semana, para garantir que tudo vai funcionar corretamente e você vai vencer. É muita pressão, é difícil demais para os carros, para os pilotos, e posso dizer que, quando você está lá, no alto do pódio, vendo toda aquela gente no pit-lane, é algo que somente nós, pilotos, alguns jogadores e astros do rock podem viver”, comparou.
A seguir, Duval resumiu todo esse cenário em uma palavra: “Fabuloso.”
Outro motivo de orgulho para ele é fazer parte da história “lendária” de Kristensen. “Nove vitórias. Uma delas foi comigo”, sorriu o gaulês.
Duval não projeta, contudo, o número de vitórias que quer atingir. Prefere dar tempo ao tempo. “Ainda sou muito jovem em comparação a eles, e ainda há muita coisa pela frente. Mas não se esqueça que ele se juntou à Audi há mais de dez anos, conquistou muitas das vitórias dele com a Audi. Por exemplo: se a Audi sair para fazer outra coisa, talvez eu não possa mais correr em Le Mans."
“É difícil dizer. Eles estão em uma fase diferente da carreira. Não sei onde estarei daqui a cinco anos. Mas, é claro, eu gostaria muito de correr em Le Mans pelo tempo que puder, correr pela Audi enquanto puder, e então vamos ver aonde vou chegar no futuro”, declarou.
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