Toyota deixa F1 antes da hora para ser campeã no Mundial de Endurance: “O momento estava chegando”
A Toyota fracassou no objetivo de ser campeã da F1 ao abandoná-la em 2009, mas a primeira grande honra nas competições de asfalto nasceu da base construída durante os anos na categoria, em 2014, no Mundial de Endurance
A Toyota foi uma das várias montadoras que entrou na F1 na década passada para provar sua tecnologia na principal categoria do planeta. 12 anos depois, a fabricante japonesa, consagrada no rali, conquistou seu primeiro título mundial no asfalto — mas no outro Campeonato Mundial da FIA.
O ciclo da Toyota na F1 durou até 2009, quando a operação foi encerrada no final da temporada em meio a uma dura crise financeira mundial. O retorno às grandes competições aconteceu em 2012 no renascido Mundial de Endurance, e a jornada na temporada 2014 foi excelente: quatro vitórias em oito etapas e os títulos de Pilotos — com Anthony Davidson e Sébastien Buemi — e Marcas.
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E por que a Toyota buscou no WEC o que não havia conseguido na F1? Os representantes do time dão duas explicações. Uma delas é que era preciso esperar um pouco mais. Outra é que o formato do regulamento do endurance permite a aplicação de uma tecnologia mais eficiente.

“Vencer no automobilismo não é algo que você pode decidir”, comentou Pascal Vasselon, diretor-técnico da Toyota, ao GRANDE PRÊMIO em Interlagos. “O que posso dizer é que nosso período na F1 foi muito difícil. Começando do zero e não a partir de uma equipe já existente para construir tudo, chassi e motor, é muito difícil. É o tipo de coisa que leva dez anos. Não dá para ter mil pessoas trabalhando corretamente depois de dois anos. O time estava começando a entregar resultados e a andar bem em 2009, o problema é que estávamos no fim do ciclo decidido pela Toyota.”
“O momento estava chegando”, garantiu Vasselon. Em oito temporadas, o melhor resultado foi o quarto lugar entre os Construtores em 2005, e em 2008 e 2009 a equipe ficou na quinta posição. Nesses dois últimos anos, a briga por pódios foi mais frequente. Nenhum dos carros, contudo, foi impressionante como o TS-040 com seus dois motores híbridos e mais de 1000 cavalos de potência.
Vice-presidente da divisão esportiva da Toyota, Rob Leupen destacou a questão do regulamento. “Aqui, você tem mais liberdade técnica. É um tipo diferente de corrida. A corrida dura seis horas, então você precisa ter uma boa dupla de pilotos. Na F1, também não tivemos tanta sorte. E você precisa ter um desenvolvimento muito bom no carro e na equipe. Acho que, dessa vez, fizemos um trabalho melhor do que em todos os anos na F1”, afirmou o holandês ao GP.
Mas, para Vasselon, a F1 está definitivamente no passado. “Não gosto muito de falar de F1. Ficou para trás, e agora estamos nos beneficiando do que foi implementado na F1 e nos dando muito bem. Mostramos que somos eficientes, pois somos limitados em recursos e em pessoal, e estamos nos dando muito bem. Sou muito orgulhoso disso”, garantiu o francês.
Para 2015, o foco é atacar com tudo em busca da vitória nas 24 Horas de Le Mans — nem que isso comprometa um pouco a preparação para o restante do campeonato. “Está no topo do topo da lista de objetivos. O campeonato é importante e agora vencemos. É hora da grande vitória”, disse Leupen. “É o nosso dever, a nossa missão. Mesmo que saibamos que tudo pode acontecer em Le Mans, claro que vamos atacar”, reforçou Vasselon.

A próxima quinta-feira (4) tende a ser decisiva para a McLaren definir sua vida para 2015. É a data em que está marcada uma reunião de sua cúpula para deliberar quem vai ser o companheiro de Fernando Alonso — de quem não há dúvida alguma sobre o futuro na F1. À mesa, vão estar dois homens, dentre outros, para resolver uma briga de foice: Ron Dennis, que nos últimos anos voltou com força e ambição ao comando da McLaren, mas ainda é acionista minotário; e Mansour Ojjeh, detentor de 40% dos papéis da equipe.
Kevin Magnussen ou Jenson Button? Leia a reportagem no GRANDE PRÊMIO.
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Piloto à parte, o trabalho de Emerson Fittipaldi como promotor das 6 Horas de São Paulo, do WEC, deixou a desejar na terceira edição do evento. Leitores do GRANDE PRÊMIO que compareceram ao autódromo se queixaram de uma série de problemas na organização, que também não satisfez plenamente a FIA.
Em geral, o público se queixou que a organização dentro do complexo de Interlagos era deficiente. As filas eram confusas e pouco respeitadas, a visitação aos boxes foi fechada antes do previsto, bem como eram fracas a checagem dos ingressos na entrada das arquibancadas e as revistas na chegada ao circuito.
Mark Webber avaliou que foi um “cara de sorte” no acidente que sofreu na hora final das 6 Horas de São Paulo, a etapa do Brasil do Mundial de Endurance. No último domingo (30), o australiano se enroscou com a Ferrari de Matteo Cressoni na curva do Café e acabou destruindo o protótipo #20 da Porsche. Webber sofreu uma concussão e não tem memória do acidente, mas escapou sem maiores lesões — só se queixou de fortes dores de cabeça.
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