Endurance

Vencedor em Daytona na GTLM, Farfus destaca missão de buscar liderança em corrida “das mais duras”

Não foi fácil lutar com James Calado pela liderança da GTLM, ainda mais no momento de chuva mais intensa nas 24 Horas de Daytona. Augusto Farfus foi atrás e teve sucesso, alcançado triunfo ao lado de Connor De Phillippi, Phillip Eng e Colton Herta
Warm Up / Redação GP, de Berlim
 Augusto Farfus e o BMW #25 (Foto: BMW)
Augusto Farfus não teve a chance de pilotar com cautela na reta final das 24 Horas de Daytona do fim de semana. Quando o momento da bandeira quadriculada se aproximava, ao mesmo tempo em que a chuva apertava, o piloto da BMW precisou dar um jeito de ultrapassar a Ferrari de James Calado. Deu tudo certo: mesmo em uma das corridas de endurance mais exigentes, Augusto assegurou o triunfo.
 
“Finalmente conseguimos essa vitória, e essa talvez foi uma das corridas de 24 horas mais duras que eu já fiz”, disse Farfus, vencedor ao lado de Connor De Phillippi, Phillip Eng e Colton Herta. “As condições estavam muito difíceis, estava extremamente molhado, mas eu sabia que tinha que buscar a liderança e dei o meu melhor para isso. Quero agradecer a BMW por ter me confiado essa missão, e ao Team RLL pelo ótimo carro que nos deram. Tínhamos um grupo de pilotos muito forte, e nosso carro estava muito bom”, seguiu.
 
Pouco após tomar a liderança, Farfus viu a corrida ser paralisada por conta da chuva intensa que atingiu Daytona. Entre bandeiras amarelas e vermelhas, a corrida não foi reiniciada. A quadriculada foi agitada após ‘apenas’ 23h49min.
Augusto Farfus e o BMW #25 (Foto: BMW)
A vitória em Daytona vem poucos meses após outro feito importante – a conquista da Copa do Mundo de GT em Macau. “Agora vou para mais um desafio, nas 12 Horas de Bathurst, e espero manter essa ótima sequência de resultados”.
 
Farfus apareceu no quarteto campeão por acaso. O brasileiro não estava originalmente escalado para o BMW #25, mas uma vaga se abriu quando Tom Blomqvist enfrentou problemas com o visto americano, precisando ser afastado da disputa.
 
A conquista da BMW na GTLM aconteceu poucos dias após a morte de Charly Lamm, homem forte da tradicional Schnitzer, equipe aliada de longa data da BMW. Farfus recordou o amigo, morto aos 61 anos.
 
“Essa vitória foi mágica, e teve um significado muito especial para mim. Há alguns dias, perdi um amigo próximo, uma pessoa muito importante para mim e para toda a família BMW, e fizemos essa corrida pelo Charly Lamm. Tenho certeza que ele estava comigo nessa, então esse resultado é para ele”, encerrou.