Farfus destaca trabalho “como coach” na BMW e prevê “alta densidade” nas 6h de São Paulo

Em entrevista exclusiva com o GRANDE PRÊMIO, Augusto Farfus contou como é ser o veterano do carro #31 no WEC e ainda destacou qual será a maior dificuldade durante a prova em Interlagos

Augusto Farfus é um dos pilotos brasileiros na temporada completa do Mundial de Endurance em 2024. Na última segunda-feira (25), o piloto da BMW na classe LMGT3 esteve presente no lançamento oficial das 6 Horas de São Paulo, prova que retorna ao calendário do WEC após uma década, e conversou com GRANDE PRÊMIO com exclusividade.

Com 40 anos, Farfus é veterano dentro das pistas, especialmente em provas de endurance. No vasto currículo, possui vitórias em provas tradicionais do esporte a motor, como as 24 Horas de Daytona e as 24 Horas de Nürburgring. Em 2024, corre ao lado de pilotos menos experientes, como Sean Gelael e Darren Leung, mas não vê a questão como um problema.

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“Antigamente, era o mais novo, mas agora sou o veterano da equipe. Sinal de que os anos passaram rápido e continuo competitivo a ponto de ser escolhido pela BMW para representar a marca no LMGT3, uma oportunidade única”, pontuou.

“O Sean [Gelael], que é o piloto prata na classificação da FIA, é experiente e já andou de Fórmula 2. É extremamente completo e rápido, já fez muitas corridas do WEC. O Darren [Leung] é o piloto bronze, mas é um cara muito dedicado. Tem pouca experiência, mas trabalha duro. O carro é competitivo e a equipe é boa”, seguiu Farfus.

Augusto Farfus em ação durante a abertura do campeonato (Foto: Julien Delfosse/DPPI)

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“O trabalho que faço com o Darren é quase como um coach. Depois dos treinos, a gente senta, vê telemetria, [câmera] onboard, vê como melhorar. O Sean já é muito mais completo. O truque no WEC é melhorar o piloto bronze, pois é quem faz mais diferença. Então o equilíbrio do carro é feito mais para o bronze se sentir confortável. Nós três temos a mesma leitura de carro, o que facilita”, concluiu.

Farfus ainda foi questionado sobre as dificuldades de correr com um carro de LMGT3 em um grid que ainda possui os hipercarros, mais velozes e potentes. O brasileiro espera dificuldades em Interlagos, justamente por ser uma pista mais curta que as demais do calendário, com apenas 4.309 metros.

“Tenho uma visão diferente porque corro nos Estados Unidos [no IMSA SportsCar] com o hipercarro, então vejo os dois lados da moeda. Isso, de certa maneira, me ajuda porque sei os pontos fortes dos dois carros. O trabalho é mais complexo no hipercarro porque tenta perder menos tempo. Mas é um trabalho fundamental nas últimas horas de prova, pode custar a vitória”, afirmou.

“Em Interlagos, a densidade é alta. Basicamente você terá um carro a cada 100 metro e o resultado é que sempre estará no meio do tráfego. E a leitura da prova, de onde e como deixar passar, vai fazer uma diferença enorme”, finalizou.

O Mundial de Endurance (WEC) retorna entre os dias 19 e 21 de abril, com as 6 Horas de Ímola, na Itália, com transmissão do GRANDE PRÊMIO em todas as atividades de pista.

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